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30/05/2012

Mulheres preferem homens mais fracos




Você é alto, forte, musculoso, macho? Que bom para… Os outros homens. Porque as mulheres preferem mesmo são os carinhosos, cientificamente provado e tudo mais.

Quem sabe entre os macacos você seja grande coisa. Entre nós, você é a pior opção. Isso porque o gosto das mulheres evoluiu com o tempo, mudando drasticamente. Adeus, homens fortões, olá, homens espertos.

Na sociedade do passado, assim como é possível ver nos macacos e gorilas hoje, por exemplo, haviam “machos alfa”. Esses homens dominavam a comunidade em que se encontravam e tinham acesso a mais mulheres, porque os outros homens não conseguiam competir com eles fisicamente.

E o que eles fizeram? Foram chorar num canto e morreram virgens? Não. Segundo estudo da Universidade do Tennessee em Knoxville (EUA), publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, os homens “menos cotados” da sociedade desenvolveram outras características para agradar as mulheres.

Eles não tinham músculos para competir com os “machos alfa”, mas usaram a cabeça, e nem preciso dizer que isso funciona muito mais, né? Ou seja, ao invés de tentar se tornar o “garanhão da parada”, eles passaram a dar atenção a uma mulher só, provendo a ela tudo de que precisasse: comida, proteção, etc.

Essas são as raízes da família: foi assim que começamos nossa tradição monogâmica. A “revolução sexual”, segundo termo dos pesquisadores, teve origem quando nós, mulheres, seres mais inteligentes conhecidos, começamos a escolher homens que eram bons “provedores” ao invés de seus colegas fortões.

Os cientistas dizem que isso forçou com que os outros homens mudassem seu comportamento, para se adaptar a sociedade predominantemente monogâmica atual. Mas acho que todos podemos concordar que nem todo mundo mudou. Azar o deles, né?

Aliás, uma pesquisa recente afirmou que os homens se sentem mais atraídos por mulheres “burras” e imaturas. Porque será, né? O estudo sugere que é porque essas são mais “facilmente enganadas” a cair na lábia deles. Só que, para casar, eles não querem essas são. O problema daí é que quem não quer somos nós…(Telegraph)

29/05/2012

Coisas que me irritam



Por Luiza Elizabeth


Há muito tempo estou para escrever sobre isso. Tem dia que dá vontade de parar de fazer o que estou fazendo  só para desabafar com a minha terapeuta: a tela do computador. Às vezes, gostaria de como uma bruxa fazer desaparecer do mundo coisas e pessoas que me irritam, muitas vezes eu mesma.

Finalmente hoje, mais uma vez algo que sempre acontece me tirou do sério. Estava eu conversando com uma amiga na rua, em frente ao meu carro estacionado, quando um rapaz passou colocando em todos os para brisas dos carros  um panfleto qualquer.
Minha atitude foi impedi-lo imediatamente:- No meu carro não! - disse-lhe eu, e ele saiu resmungando enquanto eu fiquei resmungando com minha amiga sobre a sujeira que as empresas fazem em nossas ruas, calçadas e jardins com suas propagandas.

Ao nosso lado, visualizamos uma loja cuja calçada estava completamente poluída por papéis saídos não sei de onde e jogados ali diariamente pelo proprietário da empresa. Fiquei pensando, se é alguma nova decoração que ainda não conheço. Ninguém faz nada para conservar a cidade limpa e impor limites a certo tipo de propaganda e comportamento!Você jamais verá isso num país civilizado.
imaginem quando começar a propaganda eleitoral! Não voto em canditado nenhum que polua o ambiente. Está decidido. Será minha atitude pela sustentabilidade.

Outra coisa irritante é um motorista só pensar nele mesmo e estacionar o carro ocupando o lugar de dois veículos. Será que as pessoas que ficam vendendo cartões nas zonas azuis não são orientadas a organizar as vagas, fazendo com que caibam mais carros? Às vezes a pessoa vê que você está precisando do espaço, mas se faz de morto...
Isso, quando não entra descaradamente na vaga que você estava se preparando para usar.

E aquele indivíduo que se levanta e não coloca a cadeira no lugar deixando-a no meio do caminho atrapalhando as idas e vindas dos outros naquele espaço? E os pais que permitem que seus filhos arranquem as flores dos jardins ou da casa dos outros para levar para a professora, e ainda dizem: - “Que bonitinho!” Que carinhosa ela é!”- Sem educação, isso sim!

E aquelas pessoas que passam o tempo todo de uma conversa com amigos mexendo no celular, como fazem os adolescentes, e quando recebem ou fazem uma ligação, são ouvidas do outro lado do salão. Sem contar aquelas mulheres, que se trancam no banheiro de bares e restaurantes para falar no celular enquanto você fica na fila quase fazendo xixi nas calças. Falta de educação e respeito ao próximo, irritante...

Outra coisa que me irrita é aquele bando de gente correndo para se servir num jantar ou num casamento, como se estivessem na Somália e não tivessem se alimentado a semana inteira. Pensam, imagino, que a comida vai acabar e vão voltar para casa com fome.Esquecem que em último caso podem parar na praça e comer um lanche.
Aliás, cheguei à conclusão de que a pressa é para voltar para casa e ver televisão ou dormir, sabe lá...

As mulheres passam um tempão no salão, vestem seus melhores vestidos,capricham na maquiagem, sentam com amigos, nada conversam e vão embora.
E elas estão certas! Mulher se enfeita para ser vista, admirada. Outra coisa irritante é a mania que os organizadores de eventos, jantares e afins, têm de deixar tudo à meia luz, como se fosse uma boate ou coisa pior. Não dá pra enxergar se tem lagarta na salada, que tipo de carne está sendo servido, se o molho da massa é branco ou vermelho ou admirara a nova cor do batom que a amiga está usando...

Ainda vou descobrir quem inventou que é Chic festa no escuro e sobremesa de sorvete. Parece que não existe livro de receitas de sobremesas nesses bufês. Está lá na mesa o cardápio: Enoooooooorme!Entradas e saídas (todas esmeradamente preparadas, diga-se de passagem), e no fim de tudo... Sorvete! Acho muita falta de imaginação. Podiam fazer como no sul do Brasil ou em Paris, coisa simples: Uma compoteira enorme, cheia de brigadeiro no centro da mesa e colheres para todos. Quem tiver nojo , pede um pratinho.Quem não gostar... Pede sorvete!!!

17/05/2012

Mulheres com mais de trinta deveriam ler


Colaboração da amiga Alicepoetisa


Desculpem, gostaria de ser uma doce sessentona convencida de que a velhice é um estado de espírito mas a vida me prova o contrário. Além do mais, se quiserem ler crônicas otimistas, Martha Medeiros e Lya Luft estão aí prá isso. Meu negócio é rir!!                           

Para não ficar uma velha “sem noção”  é fruto do meu profundo interesse pela velhice e pelo bem estar da sociedade.  (Eu podia ter organizado os lembretes  por “família, trabalho, lazer, higiene e saúde” mas decidi já ir me acostumando com o estado de confusão mental provável e deixar a tarefa de me fazer entender para os mais jovens).                       
Acho bom ler e levar a sério, principalmente as coisas que parecem mais desagradáveis.      
Aguardo contribuições mas sei que posso receber cacetadas Se quiserem passar adiante sem me dar os créditos, não tem problema. Como estou ficando velha, é capaz de receber este texto, dizendo que foi escrito por Luis Fernando Verissimo e nem lembrar que fui eu que escrevi:   LA VAI !!
                                                                                      
      1-    Aceite a velhice, recuse metáforas. Terceira idade, melhor idade é p*#@**q*#@*#riu!!!.
      Ser velha não é crime, é apenas constrangedor e a última sacanagem que o Criador comete contra nós.                                                                               
 2- Viva com inteligência o tempo de vida útil que lhe resta. Viva a sua vida, não a dos seus filhos, netos e/ou marido
( se é que ainda há algo que possa ser chamado disso). Tenha seus próprios interesses e projetos. Ainda se tem direito aos sonhos. Aliás, em breve teremos direito só aos sonhos.                                                              
      
 3- Coma menos, beba menos e fale menos. Velhas magras, sóbrias e contemplativas são menos doentes e chatas.                                                                       

4-    Poupe seus familiares e amigos ( para aquelas que ainda tem alguns ) de conversas sobre o passado, doenças e dinheiro. Estes assuntos devem ser tratados, só e somente só, com seu psicoterapeuta.                                                                       
Em caso de emergência, a exceção é aquela sua amiga que já teve dois AVC’s e não tem  condições de reagir.                                                                        
5-    Não aborreça ninguém com os relatórios das suas viagens. As viagens de velhas são interessantes só pra elas mesmas. Aprenda a ser concisa, comente apenas o destino e a duração da viagem. Se por algum milagre, alguém perguntar mais alguma coisa, procure responder com monossílabos.                                                                 

6-    Escolha um bom médico. Ele sim, vai ser seu pai, irmão, marido e amigo querido. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que velha metida a curandeira.                   

7-    Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. A chance de ficar mais feia é altíssima e a de ficar mais jovem é baixíssima.                                             

8-    Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar demais. Para que deixar herança para noras e genros que mal lhe aturam ou sobrinhos e netos que mal lhe conhecem?                                                                                
9-    Velhice não nos dá o direito de ser mal educadas. Nada de falar de boca cheia, emitir sons e odores indesejáveis, cutucar dentes, etc. Atenção redobrada se você já não era nenhuma dama na juventude.  Casca grossa só piora depois de senil.                          

10-  Faça uma guerra sem descanso aos farelos que insistem em se alojar nos cantos da sua boca (nos velhos, eles preferem o queixo). Você notou que tem sempre um filho de plantão passando um guardanapo na boca das mães velhas?!!                                                   

11-  Só masque chiclete na ausência de testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinha.                                                           

12-  Pense muitas vezes antes de se aposentar. Trabalhar tem muitas vantagens, além do dinheiro. A principal delas é para sua família: são seus colegas de trabalho que vão ter que lhe aguentar a maior parte do tempo.                                                        
13-  Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Velhas tristes são chatíssimas. Velhas alegres demais, mais ainda. Não se ofereça para ir a carnaval fora de época com seus sobrinhos. Fora de época, é você. Não tenha certeza de que vai ser uma companhia agradável em acampamentos, raves e shows de rock. Um ataque cardíaco pode acabar com a festa de todo mundo.            

14-  Se foi mística, esotérica ou engajada na juventude, controle-se. As pessoas lhe aguentavam quando os hormônios estavam a seu favor, agora elas podem querer realizar o desejo de matá-la que tinham no passado, para acabar com a tortura das suas pregações.      

15-  Leia muito. Ainda há tempo para gostar de aprender. Velhice pode trazer experiência, não sabedoria. Ter um livro sempre à mão também serve para o caso de sua surdez não permitir acompanhar a conversa. Todos vão adorar não ter que repetir aos gritos respostas a perguntas “sem noção”.                       
                                                         
16- Tenha o máximo de cuidado com a higiene. Velha fedida é duro de aguentar. Ah, cheirando a  perfume francês vencido, também.                                                            

17- Não acredite nas colegas otimistas que dizem que não tem nada demais em usar minissaias, fio dental, figurinos sadomasoquistas ou decotes provocantes. Tem sim, eles provocam atentado à estética. E riso descontrolável, também.                                         

18- Cuidado com a maquiagem. Já notou que velhas vão ficando parecidas com velhos e ambos com travestis? Maquiagem pesada só serve para reforçar a personagem.                                                                                                                                   
19-  Seja avó do seus netos, não mãe ou babá. Por isso nem pense em educá-los ou em comprometer seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, festinhas, natação, inglês, etc., mil vezes. Ser folguista de babá, nem pensar!!! Se a sua nora for chata, esta é a chance perfeita de sacaneá-la, deixando que ela faça sua obrigação de mãe. Não tenha remorso, por mais que você se esforce nunca vai conseguir sacaneá-la mais do que ela a você. Lembre-se de que agora seu filho deve obediência a ela e não mais a você.                                                                                     

                         
20- Se alguém perguntar como vão seus netos,  não precisa contar tuuuuuuuudo!  Evite discorrer sobre sua (deles, óbvio!!) inteligência excepcional, beleza rara, fantásticas habilidades esportivas e genialidade com a tecnologia. Lamento informar que todos eles são iguais e assim, agora.                                                                                                                                                                    
21- Não seja uma sogra chata, gratuitamente. Só se tiver um bom motivo. Lembre-se de como era a sua ( ou as suas) e passe a limpo.                                                    
Agora que você já sacou que não tem como mudar seu marido, cuidado para não apontar as armas para as noras e genros. Falar mal deste tipo de gente é deplorável. Se tiver genro, dê sempre razão a ele, se sua filha for um pé no saco. Lembre-se que, para implicar com ela, ele vai sempre lhe defender quando ela comentar como você é chata, controladora, antiquada, desinformada, espaçosa, blá, blá....                                                                                                                                                                 
 22- Seja machista. Ainda é tempo. Caímos no conto do feminismo e nos lascamos.                                                                                                                               
 23- Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidada, pelo menos 3 vezes.                                                                                                                                                                                     
 24- Cuidado ao atender o telefone. Se responder  “Estou levando a vida como Deus quer”, quando lhe perguntarem “Como vai?”, isto pode provocar um problema irreversível na sua linha telefônica, ela pode ficar muda por semanas. Você vai ver que as ligações dos amigos e filhos vão rarear, cada vez mais. Se quiser que a linha dê um “tilt” para sempre, pode responder aos seus filhos com a simpática frase: “Ah, lembrou que tem mãe?”.  Mesmo que eles lembrem, vai ser difícil telefonar prá você.                                                                                                                  
Esta lista pode ser usada como teste (mulheres adoram testes) para saber seu grau de "sem-noçãozice”.  Não confesso meu grau, nem sob tortura.      



13/05/2012

Mãe é mãe




Por Luiza Elizabeth 
E como mãe é um ser humano como outro qualquer, passível de todos os erros que os seres humanos são capazes de cometer, erramos igualzinho a todo mundo. Ou melhor, mãe erra mais, porque tenta acertar mais, porque se cobra mais, porque coloca sobre seus ombros tudo que acontece de errado na vida de seus filhos. E se bobear, na vida dos filhos dos outros também...

“Mãe é sofrer no paraíso!”. “Filhos, melhor não tê-los”! Mas se não tê-los, como sabê-los???  E por aí vai...
A verdade é que, quando esse bendito instinto maternal desperta, nenhum dito popular nos tira da cabeça e do coração que, ser mãe é a melhor coisa do mundo! E é mesmo! 

Melhor que ser mãe, só mesmo ser avó, que nos faz sentir o prazer de ver nossos filhos serem pais e nos permite sermos mães outra vez, em dose dupla, agora com menos responsabilidade. Curtir a infância dos netos, já que não tivemos tempo para curtir com os filhos, assim como eles não tem tempo agora para os seus. E a vida é assim mesmo...

Mas, importante mesmo, é ser mãe a toda hora. Mãe, debaixo do chuveiro, atendendo o filho que se sente carente porque a namorada lhe deu um chute. Sai do chuveiro e pega no telefone pra tomar as dores do filhão.

Mãe, que, como na canção do Chico, não acredita que seu guri faça tanta coisa errada. Só está lá, estampado no jornal, porque um dia disse que ia ser notícia, mas, “bandido, ele não é não!”
Ah! Nossos guris! Sempre crianças, sempre pequenos, nunca cresceram pra nós. Seus olhos e braços sempre nos pedindo carinho, e nosso colo sempre pronto e ansioso para aconchegá-los.

É claro que na confusão dos dias de hoje, com tanta gente querendo nos ensinar a ser a mães perfeitas (ou pelo menos a ideal), ser mãe moderna, sem deixar de ser todo o resto que é exigido de nós mulheres, fica complicado...
“Ser a mãe amiga, sem ser a “amiguinha”, conquistar a confiança, sem ser a “confidente”. Que eles se orgulhem da sua presença sem que você “caia no ridículo” de clonar os trajes deles, e não os constranja com sua figura constante nos mesmos lugares que eles, com os mesmos amigos, como se os perseguisse...

Ser mãe que dá certo (existe isso?) só sendo moderna e antiquada, tudo ao mesmo tempo! É saber a hora certa, certinha, de falar e de silenciar! De dizer sim com firmeza, e não, com delicadeza e carinho. Depois, desfazer o bico deles com beijinho!E depois que estão adultos, o jeito é deixar que eles tomem sozinhos, suas próprias decisões, para não atrapalhar seu amadurecimento.

E aí, quando eles vão pra suas casas , cheios de dúvidas e sofrimento (e que não nos cabe interceder), a gente deita na nossa cama e chora... e chora. Como eles faziam, quando eram adolescentes e sofriam de males que não podíamos remediar...
Ser mãe é amar aqueles que beijam ou adoçam a boca de nossos filhos, enquanto os pais odeiam. As bocas das filhas, principalmente! Só queremos que os façam felizes, nada mais.

É claro que temos certeza que as mulheres que nossos meninos arrumam, nunca farão por eles o que sempre fizemos. Bem que tentamos gostar delas, e até gostamos, se for estritamente necessário...
Convenhamos: Ser mãe é difícil! Mas é doce. Inebria e ilumina a alma das mulheres. Pelo menos daquelas que se entregam à deliciosa tarefa. Sem deixarem de ser mulheres, esposas, amigas, cidadãs participativas, se antenarem ao mundo para poderem ser mães melhores.

Uma senhora, com seus setenta e tantos anos me contou certa vez que sentia falta de sua falecida mãe... Ela tem vários netos e bisnetos, mas sentia falta do colo da mãe!
Coração de mãe é assim! Os filhos, nunca crescem! A mãe, nunca envelhece o suficiente para ter direito de descansar ou os deixar! Na verdade, gostaríamos de ter a todos, sempre a nossa volta, em nosso colo. Os cabelos sujos de terra dos filhos e os cabelos brancos da mãe. Haveria coisa mais doce? Um colo grande, repleto, como todo coração de mãe!

                                        

08/05/2012

EMBORA JUNTOS CADA QUAL TEM SEU CAMINHO...




  Por Luiza Elizabeth

  Será que se cada um tem seu caminho, estão realmente juntos? E aqui, estou falando de um “juntos”, de verdade, coisa de pele, aquele junto que só precisa olhar e já disse tudo. Ou será que esse “caminho” que cada um trilha, é o caminho do outro, que no final passa a ser um só de tanto que já se fundiu e se confundiu? E juntos, também não quer dizer ocupando o mesmo espaço, a mesma cama, debaixo do mesmo lençol, que muitos estão nessas condições e nunca estiveram tão separados...

Chega um ponto na vida das pessoas que elas vêm se arrastando juntas, em que elas vivem juntas na mesma casa, em que elas saem juntas, mas não vêm a hora de chegar às reuniões e formar os tais “clubes do Bolinha e da Luluzinha”que a gente infelizmente tanto vê  por aí.Até parece que é a hora da libertação. A hora em que os casais se libertam um do outro para conversar o que quiserem já que não têm nenhum assunto em comum.É como se os homens tivessem um mundo diferente do de suas parceiras quando chegam em reuniões sociais!Eu nunca tinha visto isso tão freqüentemente até freqüentar reuniões aqui no interior.

Acho de um tremendo mau gosto pra não dizer uma falta de delicadeza para com as mulheres e vice versa.Para essas conversas paralelas existem outras ocasiões e lugares. Quando saio com meu marido é para ter a companhia dele e dos amigos e todos se divertirem. Isso é estar junto no mesmo caminho! E não sou apenas eu que não me sinto confortável com essa indelicadeza... Tenho ouvido muitas mulheres reclamarem desses grupinhos machistas e feministas, mas eles continuam acontecendo, mesmo nós mulheres sabendo piadas tão picantes quanto as que eles contam em seu meio, e sendo capazes de acompanha-los em qualquer assunto que esteja sendo discutido em suas rodas...

Ou então, quando certos casais saem a sós, sentam-se calados, loucos pra terminar o que estão comendo ou bebendo, e ficam olhando para todo mundo nas outras mesas; As mulheres fingem que observam as pessoas à sua volta, mas olham mesmo é para o vazio que está a sua vida, loucas de vontade que aquele que um dia foi sua paixão, lhe segure as mãos, peça um drinque diferente e brinde ao amor que ele acabou de descobrir, e que está sentada à sua frente!

E eles, eles pensam em quantas tulipas mais vão ter que tomar para agüentar toda a reclamação que mais cedo ou mais tarde a “dona encrenca” ali na mesa vai expelir feito veneno, e ele bem que podia estar com os amigos, “programão”... E pensar no tesão que ele já sentiu por aquela mulher...

Gosto de observar casais! Devo ser observada também! Me enterneço quando vejo casais se comunicarem apenas com os olhos, como eu e ele fazemos...
Quando eles pedem exatamente o que o outro vai beber ou comer, e nunca erram.Isso é estar juntos no mesmo caminho, apenas mais um detalhe...Mesmo dormindo em quartos separados, morando em casas separadas, se for o caso.

Às vezes, mesmo sem acordar juntos, sabem qual a marca preferida da pasta de dente do outro. E eles, porque estão juntos no mesmo caminho, não exageram na bebida, pois isso é coisa de adolescente, que precisa provar que agüenta tudo, que pode tudo, ou então é coisa de homem que precisa mostrar que é homem, pra ele mesmo, mas, afinal, não vale a pena magoar quem se ama. A não ser, é claro, que já ficou combinado quem vai dirigir, e ela já se conformou em chegar em casa e dormir o sono certo dos acompanhantes dos bêbados... e aí os caminhos se separam e quem fica acordado, sonhando com a noite de amor que não teve, geralmente devaneia,que sonhar não é pecado e já que o outro dorme...

Pior ainda é quando até para brigar não se tem mais tesão!Nesses casos nem amante dá jeito!Preferem pensar que é saudável calar, é educado.Vai nessa! Enquanto ainda se tem vontade de dar uns bons safanões no sujeito (eu disse “vontade”...) e os dois ainda se dão ao trabalho de discutir e discutir e discutir a relação, pra depois rolar na cama ou no tapete se amando como antes do primeiro filho, ou no pior dos casos, para as mulheres, chorarem até cansar, e para os homens, beberem até cair, por um bom motivo, sem nenhuma culpa,é porque ainda vale a pena!!!

De qualquer maneira, todos os detalhes são importantes!Nós dois aprendemos isso! Caminhando cada qual o seu caminho e se encontrando lá na frente, muitos e muitos anos depois, mais juntos do que nunca, numa mesma estrada, construída por detalhes de uma vida nada incomum.

04/05/2012

A DIFÍCIL VIDA FÁCIL





A DIFÍCIL VIDA FÁCIL
Por Luiza Elizabeth 
Acabei de assistir um documentário sobre a vida nada fácil das prostitutas.  Depoimentos de mulheres cuja antiga profissão é discriminada, cercada de preconceito, mas, que, “vamos combinar”, foi e sempre será de utilidade pública, principalmente para nós, mulheres de outras profissões.

Ouvindo o que essas mulheres têm a ensinar, a gente consegue entender, sem fazer apologia da profissão mais velha do mundo, os motivos pelos quais alguns políticos controversos defendem um projeto de lei que legalize a mesma. Realmente é uma questão de saúde, um problema social.

As mulheres são as mais preconceituosas em relação às putas, apesar de termos nos “servido” delas, assim como nossos homens, desde sempre. Vamos analisar: Na antiquidade, eram elas que ofereciam seus serviços aos maridos sedentos de diversão, facilitando assim a doce vida das madonas respeitáveis, pouco afeitas a um sexo mais liberal e à noite, cansadas dos filhos e dos afazeres domésticos. Esposas dormiam em paz!!!

Parece que não mudou muita coisa em nossa sociedade contemporânea. Eram elas que ouviam os lamentos e, por vezes, enxugavam lágrimas de homens mal compreendidos e explorados em seus lares... Assim ainda é. Pobres meninos...

A diferença é que hoje, elas contam com a concorrência injusta de prostitutas disfarçadas de “moças de família”, de vinte anos, siliconadas e universitárias, querendo aumentar a mesada para comprar suas roupas de grife, as garotas de programa. Sem contar a também desleal concorrência dos travestis, prontos para qualquer tipo de programa e ganhando descaradamente a corrida na estrada da prostituição, na preferência dos homens. Desse grupo, a maioria não sustenta a família.

Nada mudou. Nossos homens continuam descansando suas cabeças em colos estranhos e se servindo de órgãos sexuais mais baratos e menos complicados que os nossos. Seguem como na idade média desabafando suas tristezas e afogando suas mágoas de não conseguir ser o macho que as mulheres do nosso século esperam que seja. Se afogam em copos de cerveja ou champanhe, em bancos de carro ou hotéis de luxo. Ora com a esposa, ora com prostitutas...

A partir da legalização da profissão, essas mulheres, com suas vidas vendidas por merrecas ou cartões de crédito sem limites, mas temporários, poderão contar com a aposentadoria merecida para seus corpos cansados, destruídos e já sem atrativos quando chegar a velhice. Nós outras, se abandonadas, ou trocadas por duas de vinte, ainda poderemos lutar na justiça para ficar com a metade dos bens do casal.

Hoje, putas velhas se vendem por qualquer dinheiro e se sujeitam a não usar preservativos, arriscando a saúde e a vida, para não perder os clientes idosos que não se adaptaram à camisinha e que com ela (a camisinha) não “funcionam”. Com isso o número de mulheres com mais de cinqüenta anos, portadoras de HIV aumenta. Problema de saúde pública. O deputado está certo! 

02/05/2012

Viver ou juntar dinheiro ?





VIVER OU JUNTAR DINHEIRO?
Max Gehringer
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa...
Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei,não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."

28/04/2012

O doce sabor da vingança





Vingar-se ativa a região do
cérebro responsável pelo prazer da recompensa



Por Paula Neiva

Não adianta negar. Sentir-se vingado dá muito prazer. Poucas pessoas traduziram essa satisfação com tanta propriedade quanto o escritor italiano Giacomo Leopardi (1798-1837): "O sentimento de vingança é tão prazeroso que, muitas vezes, o homem deseja ser ofendido apenas para poder se vingar."

Pois bem, o que era experiência pessoal ou consideração filosófica acaba de receber o respaldo da ciência. Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, mostraram que, quando uma pessoa testemunha a punição de outra que ela julga que lhe fez mal, tem acionada a mesma região cerebral responsável pelo sentimento de recompensa. Trata-se do núcleo caudado, uma das porções mais profundas do cérebro. É ele que entra em atividade, por exemplo, quando um funcionário recebe o elogio do chefe por ter desempenhado bem uma tarefa.

Para chegar a essa conclusão, os estudiosos suíços contaram com a participação de trinta homens. O grupo foi dividido em quinze duplas. A cada uma foi proposta uma brincadeira que deveria contar com a colaboração mútua entre os dois jogadores. 
No entanto, ela dava brechas para que um pudesse passar o outro para trás. Nesse caso, a vítima da trapaça poderia se vingar do adversário. Na maioria das vezes, os enganados optaram pelas punições mais severas. Imediatamente depois que os vingadores se decidiam pelo castigo a ser aplicado, eles eram submetidos a um exame de tomografia por emissão de pósitrons, o PET, capaz de captar imagens do cérebro em pleno funcionamento. 
Foi então que os pesquisadores identificaram a região cerebral ativada pelo prazer obtido com a vingança. Um dado curioso é que, em pacientes vítimas do transtorno obsessivo-compulsivo, o núcleo caudado registra também mais atividade. Isso pode indicar que a relação entre vingança e obsessão, mais do que mote literário, é orgânica.


Muitas páginas foram escritas com a tinta da vingança. Dentre as mais terríveis (e belas), estão as que compõem a tragédia Medéia, do grego Eurípides. Nela, a feiticeira Medéia vinga-se da traição do herói Jasão, seu marido, matando os dois filhos que teve com ele. Jasão ainda tem de suportar a visão de Medéia desfilando num carro alado, levando os cadáveres das crianças. 

A vingança foi e permanecerá um tema recorrente na arte e na literatura porque, como se demonstra agora, é algo inerente à psique humana. Coube ao processo civilizatório restringi-la e normatizá-la. Um dos primeiros registros dessa normatização é o Código de Hamurabi, que vigorou na Babilônia, por volta do ano 1700 antes de Cristo. Nele constava o que viria a ser chamada de lei de talião. Do latim talis, a palavra talião quer dizer "tal qual". A lei tornou-se famosa pela máxima "olho por olho, dente por dente". Ou seja, a punição deveria ser proporcional ao crime cometido. "Antes era lícito que uma pessoa que se sentisse lesada se vingasse da maneira que bem entendesse", diz o advogado Hélcio Madeira, professor de história do direito da Universidade de São Paulo.


Com o surgimento do Estado moderno, a vingança, no que se refere aos casos em que estão em jogo a vida e a propriedade, sai da esfera absolutamente individual e começa a ser exercida pela sociedade, sob a forma de penas definidas em códigos minuciosamente negociados. Ela ganha, então, o nome de Justiça. 

A vingança na sua forma mais arcaica passa a ser vista como uma "justiça selvagem", para usar o termo cunhado pelo filósofo inglês Francis Bacon, no século XVI. Em países em que o tecido social está esgarçado e o Estado é fraco ou inexistente, o sentimento se manifesta em sua forma mais crua. 

O povo sente-se legitimado a punir ele próprio aqueles que julga transgressores do bem social maior, não raro com selvageria. Foi o que ocorreu na Itália logo após a derrocada do fascismo, em abril de 1945. O ditador Benito Mussolini e sua amante Clara Petacci foram executados sem julgamento e seus corpos, pendurados pelos calcanhares na Piazza Loreto, em Milão, para delírio de uma multidão enraivecida. 

De um ponto de vista civilizado, mesmo o maior monstro tem direito a escapar da "justiça selvagem". Veja-se o exemplo do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic. Desde 2002, ele está sob julgamento do Tribunal Internacional de Haia, na Holanda. Responde por 66 acusações de genocídio nos Bálcãs, crimes contra a humanidade e violações das leis de guerra. Se os que sobreviveram às atrocidades perpetradas por Milosevic pudessem vingar-se pessoalmente, é muito provável que ele sofresse o mesmo fim de Mussolini e sua amante. Isso não ocorreu porque a civilização conseguiu sobrepor-se à selvageria. Tal é, no fundo, a maior vingança contra um carniceiro como Milosevic.

27/04/2012

Poesia de André Gandolfo







Poema extraído do livro DELITOS POÉTICOS do poeta e escritor jalesense  André Gandolfo



no princípio era vossa mercê
depois,reduziu para vosmecê
refinando-se virou você
o internetês abreviou para vc
enxugando, agora é cê


                                             e eu espero ansioso
                                             pelo dia em que o cê
                                             que no começo era tão longe
                                             funda-se com o eu
                                             e, enfim, sejamos um só.