09/10/2011

AINDA NA FESTA - FOTOS DOS QUE MARCARAM PRESENÇA

09/10/11
Nós não podíamos faltar e já antecipamos as congratulações ao jornalista Deonel Rosa Júnior pelos 40 anos do Jornal de Jales que serão completados daqui a 15 minutos , dia 10/10/11(nesse momento são 11h45m ).

Darcy e Tânia estavam prestigiando o jantar na maior elegância...

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Prá quem gosta de uma fofoca, registrei o amigo Dr. Vincenzo , todo feliz com a namorada nova.

                                          Nota-se pela foto que os voluntários colaboradores
                                         da CASA DA SOPA    trabalharam no melhor bom humor
Idem para Mariangela e Cristina Soler. Servir ao próximo anima mais ainda essa turma.

Os jovens também mostraram a importância de prestigiar o evento.

Os




AINDA NAS ARÁBIAS - FOTOS


0910/11




FOTOS DA NOITE NAS ARÁBIAS






 09/10/11
A instituição Benedita Fernandes (casa da sopa) realizou na última sexta-feira mais um evento ,Uma noite nas Arábias, no Jales clube e mais uma vez pode contar com a presença daqueles que gsostam de boa comida, boa música e não perdem a oportunidade de colaborar com as instituições da cidade preocupadas com pessoas carentes.A festa foi sucesso absoluto!




SERÁ COINCIDÊNCIA ? VAMOS RIR ...


09/10/11

Um criador de galinhas vai ao bar local, se senta ao lado de uma mulher e
pede uma taça de champagne.
A mulher comenta:
- Veja, eu também pedi uma taça de champagne.
- Que coincidência! - disse o criador. - Hoje é um dia muito especial para
mim, por isso é que estou celebrando.
- Pra mim também, hoje é um dia muito especial! - disse a mulher. - Eu
também estou celebrando.
- Que coincidência! - disse o homem.
Quando eles brindam, ele complementa?
- E o que você está celebrando?
- Meu marido e eu vínhamos tentando ter um filho e hoje meu médico
ginecologista me disse que estou grávida.
- Que coincidência! - disse o homem - Sou criador de
galinhas e durante anos minhas galinhas não eram férteis.
Mas hoje elas estão pondo ovos fertilizados.
- Isso é maravilhoso! - disse a mulher - O que fez para que as galinhas
ficassem férteis?
- Usei um galo diferente! - disse ele.
A mulher sorriu, brindou novamente e disse:
- Mas que coincidência !!!....

08/10/2011

O ENTRA E SAI DE CLÓVIS

08?10/11
Como já é de conhecimento público, e o último bafão da cidade que carecia de notícias, o vice-prefeito Clóvis Viola desfiliou-se do PPS para ingressar no PSDB..Se gundo informações que recebi  do PSDB local Clóvis já havia sido alertado  que se tinha pretensões  de ir para o partido  visando as futuras eleições , o PSDB local ja tem o seu pre-canditado e não teria espaço no partido para o mesmo o que fez  com que Clovis recuasse e retornasse ao PPS .

07/10/2011

SEM TEU AMOR EU NÃO POSSO VIVER

07/10/11


 por Luiza Elizabeth

Esse é um dos nossos grandes erros! Nos transformar em eternos dependentes de outras pessoas. Não aprendermos a criar a nossa principal independência, muito mais importante que a independência financeira, a afetiva.
Fomos educados a amar assim: Eu te amo se você me ama. Eu te amo, logo, eu preciso de você!Ainda não “caiu a nossa ficha” que dependência é morte. Não só das drogas, mas depender de qualquer coisa ou pessoa É UMA DROGA!
Começa com os pais. Amamos nossos filhos erradamente impondo condições. Precisam ser  bonzinhos e aí  gostaremos deles, é o que lhes dizemos . Precisam ser exemplares ou pelo menos muito bons para serem aplaudidos e não apenas serem eles mesmos com seus erros e defeitos, lutando todos os dias pra aprender a serem bons filhos, depois bons companheiros, bons amigos, bons pais, mas sempre buscando receber alguma coisa em troca do amor que dão, pois assim foram ensinados.
Nós não sabemos o que é amar incondicionalmente. Por esse motivo nos vemos atrelados afetivamente a nossas amizades, nossos filhos, nossos amores  ...
Nossas relações são baseadas no medo e não no amor simples e puro sem cobranças e sem condições. Ambos são energias fortes, mas que nos carregam para caminhos opostos: O medo é a energia que restringe, paralisa,retrai, nos leva a fugir dos sentimentos, das pessoas, de relacionamentos novos, faz com que a gente se esconda da vida e acaba por nos levar a ferir a nós mesmos e aos outros.
O amor é a energia que expande nossos corações, nos move em todas as direções, revela quem somos sem máscaras, nos leva a ficar ao lado das pessoas que amamos partilhando bons e maus momentos e curando com o tempo todas as dores.
O medo nos faz segurar tudo que temos enclausurar as pessoas ao nosso lado, não deixa-las ter expressão própria, faz com que fiquem com a gente sem saber ao menos porque estão, numa prisão sem barras, cheia de condicionamentos. O amor dá tudo, principalmente a liberdade, o prazer de ir e vir , sem amarras, a certeza de voltar, por puro prazer de querer ficar junto,de rir junto, de dividir tudo por livre e espontânea vontade .
O medo sufoca, exige a presença constante, o relato dos pensamentos mais secretos. O medo oprime, o amor liberta. O medo irrita, nas cobranças que fazemos de uma mudança que não nos foi prometida. O amor incondicional nos acalma nos torna doces, pacíficos, capazes de produzir em dobro, e iluminar os lugares aonde vamos pelo simples fato de estarmos sendo amados pelo que somos sem condições. O medo critica,é preconceituoso,punitivo . O amor simplesmente regenera!
É esse amor que precisamos ensinar aos nossos filhos. Mas temos primeiro que aprende-lo. Praticá-lo. Precisamos entender primeiro que não somos responsáveis pela felicidade de ninguém e ninguém o é pela nossa. Podemos cooperar para que aqueles que nos cercam e que nos foram confiados pela vida tenham uma existência mais digna e possam contar conosco nos momentos de dificuldade, mas a cada um o seu próprio fardo.
Nosso trabalho em relação aos filhos é torná-los independentes; ensinar-lhes o mais rapidamente e o melhor possível a viverem sem a nossa interferência; isso é amar sem medo, amar sem medo de perder, amar na certeza de que NÃO seremos uma benção na vida de nossos filhos enquanto formos necessários para a sua sobrevivência, mas seremos verdadeiramente um BEM MAIOR a partir do momento em que perceberem que somos desnecessários.
Isso vale para todas as relações de interdependências: O verdadeiro professor não é aquele que tem mais conhecimento, mas o que o transmite a mais alunos, e faz com que essas pessoas possam pensar por si só e irem em busca de novos caminhos.
O verdadeiro mestre não é aquele que tem mais discípulos, mas o que forma mais mestres e com isso contribui para a evolução dos seres humanos.
O verdadeiro amor é o que nos deixa livres! ! Livres para voltar, livres para escolher, para amar sem condições!!!


                                                                

06/10/2011

IMPOSTO PARA SAÚDE


6/10/11


Revista veja on line

Saúde: 91% dos brasileiros são contra imposto

Pesquisa feita pelo DataSenado mostra que Planalto anda na contramão da opinião pública ao querer incluir na Emenda 29 um novo tributo para custear o setor; 70% dizem que melhor gestão de recursos é solução

Luciana Marques
Se a profecia da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de que haverá um novo imposto para bancar a saúde for confirmada, 91% dos brasileiros reprovarão a medida. É o que mostra a pesquisa DataSenado, obtida com exclusividade pelo site de VEJA. Foram 1.290 entrevistas pelo país, coletadas no período de 16 de setembro a 3 de outubro de 2011. No dia 21 de setembro, em meio ao andamento do estudo, a Câmara dos Deputados apa Emenda 29, que define os recursos para a saúde. A pesquisa completa será divulgada nesta quinta-feira. 

04/10/2011

TODA MULHER DEVERIA LER

04/10/11

cid:1.540308844@web161908.mail.bf1.yahoo.com


Leila Ferreira

Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
 descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas,
acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias,
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. 
Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos
 sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente),
sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa,
prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso)
e desfrute os prazeres que só uma
 boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: 
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
 e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
 contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo 
rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão
de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
 cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo
 todo costumam ser péssimas companhias.

Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.

Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
 do companheiro de mesa com reprovação e inveja,
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
 e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: 
gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada.
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
 sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Brad Pitt ...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.

E 
recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra:
 use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando),
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
 inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita,
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é (e nunca foi)
 fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas), 
 a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira

03/10/2011

DICA CULTURAL- APRENDER A VIVER

03/10/11


Luc ferry - Lançada em 2006, Aprender a viver, de Luc Ferry.Ésua obra de maior sucesso, vendeu mais de 700.000 exemplares em dezenas de idiomas.
Um livro excelente  para leigos ou não em filosofia contemporânea. É a filosofia aplicada ao indivíduo no mundo moderno e à sociedade atual. .Para conhecer um pouco o autor e suas idéias segue abaixo trecos de sua entrevista à Revista Veja.



Trechos da entrevista de Luc Ferry à Revista Veja:
(...)Qual é o maior obstáculo à felicidade? A felicidade não existe. Temos momentos de alegria, mas não existe um estado permanente de satisfação. Separações, a morte de pessoas queridas, doenças e acidentes são inevitáveis. É por isso que a busca pela felicidade plena não faz sentido. O que podemos almejar é a serenidade, algo completamente diferente. Só se atinge a serenidade vencendo o medo. É o medo que nos torna egoístas e nos paralisa, que nos impede de sorrir e de pensar de forma inteligente, com liberdade. Os filósofos gregos costumavam dizer que o sábio é aquele que consegue vencer o medo.
(...)O que há na filosofia que a religião não tem? Tanto a grande religião quanto a grande filosofia pretendem fazer com que as pessoas deixem de ter medo. Essencialmente, o que a religião diz é que, se alguém tem fé, se acredita em Deus, não precisa ter medo. Não precisa, por exemplo, temer a morte. As religiões são a doutrina da salvação pela fé. Todas as filosofias querem a mesma coisa: salvar os homens do medo que os impede de viver bem. Só que as grandes filosofias são as doutrinas da salvação sem Deus e sem a fé.
(...)Por que o título do seu livro é Aprender a viver? Houve uma mudança no ensino da filosofia, uma guinada da prática para o discurso decorrente da vitória do cristianismo sobre o mundo ocidental. A partir da Idade Média a religião assume um papel mais importante que a filosofia. Ela detém o monopólio do que é a vida beata, do que é a salvação, e proíbe a filosofia de cuidar dessa questão. É aí que a filosofia se torna apenas um discurso, uma análise de conceitos e não mais uma prática que tem por objetivo ensinar a viver. Escolhi o título Aprender a viver para difundir a ideia de que a filosofia não é apenas um discurso, mas um aprendizado da vida. Resumidamente, a filosofia é uma concorrente da religião e da psicanálise.
Como se ensinava filosofia nas grandes escolas gregas? Ao contrário do que ocorre nas nossas, nas escolas gregas não havia discursos, mas exercícios de aprendizado da sabedoria. Um exemplo: na escola estóica, no século IV A.C., Zenão de Cítio, o primeiro estóico, pedia a seus alunos que pegassem um peixe morto na feira e o amarrassem em uma coleira para levá-lo para passear como se fosse um cachorro. Quando passavam, quase todos olhavam e zombavam. O que pretendiam? Que os alunos não temessem o que os outros diziam. O sábio não é apenas aquele que vence o medo do olhar alheio, do que os outros pensam. O sábio não se importa com as convenções artificiais dessas “boas pessoas”. Ele desvia o olhar para concentrar-se na natureza, no cosmos. Vive em harmonia com a ordem natural, com ele próprio e com o mundo.

02/10/2011

GISELE BUNDCHEN VÍTIMA DE MORALISMO OFICIAL

02/10/11


Gisele Bündchen de lingerie é alvo do moralismo oficial

Gisele Bündchen: Conar vai investigar campanha para a Hope
Revista Veja
A tentativa de retirar da TV a campanha comercial da marca de lingeries Hope, que tem a modelo Gisele Bündchen como estrela, é a mais recente manifestação do desejo do governo assumir o papel de bedel da sociedade, ditando o que é certo e errado. A peça publicitária, que se vale da beleza e das formas de Gisele, usa de humor para mostrar como as mulheres devem dar más notícias aos maridos. Nas peças, Gisele aparece de calcinha e sutiã relatando que bateu o carro ou estourou o limite do cartão de crédito.

Para a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), órgão da Presidência da República comandado pela ministra Iriny Lopes, a campanha, no ar desde o dia 20, “promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu processo para investigar o caso depois de vinte reclamações na ouvidoria da SPM. 

Massacre – Já seria ruim se fosse um caso isolado. Mas, para usar o horrendo português da nota oficial, a intervenção da SPM "promove o reforço" de uma tendência. O sociólogo Demétrio Magnoli (referindo-se às reiteradas tentativas de passar legislação que proiba o uso de armas de fogo) assim a descreve:  “Políticos defendem que o estado deve tutelar a sociedade, subtraindo direitos dos cidadãos para protegê-los deles mesmos.”
Em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde, tentou banir do mercado os anorexígenos, ignorando os argumentos dos médicos, para os quais ao menos alguns desses remédios, como a sibutramina, são importantes para o tratamento da obesidade.
Submissão – No caso Hope-Gisele, em artigo divulgado nesta quinta, a coordenadora nacional do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, Carmen Hein de Campos, argumenta que a retirada do ar seria “uma demonstração de respeito às mulheres”. Curioso. A mesma Gisele Bündchen há alguns meses protagoniza uma hilária campanha para a TV paga Sky, onde aparece esfregando chão e limpando janelas, linda e submissa a um marido que não larga o controle remoto. Em uma das peças, ele a manda pegar cerveja. Em vez de um “por favor”, ele a chama de “gostosa”. Ninguém reclamou.
Um dos idealizadores da campanha, Adílson Xavier, diretor de criação da agência Giovanni+DraftFCB, que também fez as peças para a Sky, acha que muita gente perdeu a capacidade de achar graça na vida. “Para que tanta fúria? Será que não percebem que ninguém imagina a Gisele Bündchen em nenhuma daquelas situações? Ela é linda, bem sucedida, admirada pelos brasileiros. E o público é maduro o suficiente, sabe o que é humor”, diz. Em nota divulgada na quarta, a agência explicou o óbvio:  que seria absurdo desvalorizar as mulheres, o público-alvo de seu cliente.


Cerveja – Para o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing José Carlos Rodrigues, episódio embute o risco de o julgamento moral de uma minoria ser imposto à maioria. “O conceito de certo e errado é moral, coisa de religião. O papel do governo não é doutrinar nem fazer pregação. É seguir a sociedade, não o contrário”, diz. O alerta não é muito diferente daquele que surge quando o governo insiste na instalação de "conselhos" para "supervisonar" a imprensa. Um desculpa para censurar.


A celeuma deve se arrastar. Na tarde desta sexta-feira, o Conar acumulava 30 reclamações contra a campanha da Hope, algumas vindas de homens. O teor das queixas eram sexismo e ofensa à condição feminina. Diante disso, o conselho decidiu abrir um processo para analisar o caso. O julgamento deve ocorrer em 45 dias, mas pode ser adiantado. Já Gisele Bündchen lançou nota oficial, lamentando que “algo que era para ser divertido tenha tido outra interpretação”. Ela tem toda a razão.

01/10/2011

GIANECHINI E DANUZA LEÃO





01/10/11

Gianecchini raspa a cabeça

De costas, cabeça raspada e de braços dados com Marília Gabriela, Reynaldo Gianecchini foi flagrado pela primeira vez fora do apartamento onde mora

Gisele Vitória com Fabiano Mazzei

 

UM AMOR QUE NÃO HOUVE
De costas, cabeça raspada e de braços dados com Marília Gabriela, Reynaldo Gianecchini foi flagrado pela primeira vez fora do apartamento onde mora, nos Jardins, em São Paulo, desde a alta do Hospital Sírio-Libanês, dia 26 de agosto. Esses passeios, aliás, têm se tornado frequentes. Na sexta-feira 9, ele e o pai, Reynaldo Cisoto – que também sofre de câncer, na região abdominal –, caminharam juntos pelo bairro. A opção por raspar a cabeça partiu do ator para evitar a queda dos fios de cabelo, um dos efeitos colaterais da quimioterapia que ele faz para combater o linfoma não-Hodgkin descoberto há dois meses.




Por Danuza Leão

Ele foi apaixonado por ela. Não, apaixonado não é a palavra: era um bem-querer que ultrapassava qualquer necessidade de tocar seu corpo, beijar sua boca e acabar na cama.
Não que isso estivesse fora de qualquer cogitação, mas não era o objetivo final; aliás, não havia objetivo nenhum, a não ser olhar e ir gostando cada vez mais. Gostar para nada, o que se naquele tempo já era difícil de entender, imagine hoje de explicar.
Durante muito tempo ela fingiu que não entendeu; gostava dele mas assim, nada de mais, e às vezes até incomodava aquele homem que olhava para ela tão sério, com um olhar tão grave.
Com ele por perto era difícil dar risada, fazer charme, sair dançando. Os encontros eram quase mudos, e as moças de 20 anos sempre preferem jovens rapazes com quem se divirtam, rapazes que insistam muito para que elas possam dizer não, mas sempre ficando por perto, para poder testar seus poderes de sedução. Com ele era diferente: ela não provocava, quando se sentava cobria as pernas e chegava a parecer pudica, quando ajeitava o decote. Ela não provocava porque não era preciso, e com ele não dava para brincar; com ele era diferente.
O tempo passou; ele teve vários casos, ela se casou algumas vezes, mas sempre que se encontravam guardavam um silêncio respeitoso e nunca falaram de seus amores passados ou presentes. Esse era um assunto rigorosamente tabu, como se tivessem tido um caso de amor intenso; até os amigos comuns percebiam a delicadeza do tema, e disso não se falava.
Mais tarde, quando algumas vezes se cruzaram, ela com os filhos, era como se não fossem dela; ele simplesmente não registrava que eles existiam e nunca fez o mais banal dos comentários do tipo “parecem com você”. Não, essas convenções sociais para ele não existiam, e ela entendia.
O tempo continuou passando e eles se vendo cada vez menos; um dia se encontraram numa vaga festa, os dois solteiros e ele mal falou com ela. Foi estranho, e só um bom tempo depois ela soube que ele estava doente, de uma doença ruim. Mais uma vez entendeu, e nunca teve coragem de telefonar, nem fingindo que não sabia de nada, só para dar um alô. Ele era desses homens a quem não se pode nem tentar mentir, e ela respeitava muito tudo que não tinha acontecido entre eles para cometer a grosseria de fingir. Não, não com ele.
Um dia ele foi embora para sempre, coisa que acontece com algumas pessoas.
Muito mais tempo se passou e numa tarde de domingo, a troco de nada, ela começou a pensar nele. Por que, afinal, nunca tiveram nada um com o outro?
Não que ela fosse a rainha da castidade; tinha tido tantos homens na vida, mais um não teria feito nenhuma diferença, e ele teria ficado tão feliz; por que, então?
Ficou pensando: ela se divertiu muito na vida e fez muita bobagem, brincou infindáveis vezes de se apaixonar, muito machucou e muito foi machucada, mas levava a sério algumas regras de conduta que nem ela mesma sabia que tinha, mas que sempre respeitou. Uma delas é que não se pode brincar com os sentimentos dos outros, não quando eles são sérios; não de uma pessoa como ele.
Agora, anos depois, na tal tarde fria de domingo, fica pensando no quanto gostaria de que ele soubesse disso, que ele soubesse porque nunca houve nada entre eles, nem um braço encostado, tipo por acaso. Não que ele tivesse algum dia tentado, mas que gostaria – ah, disso gostaria, e muito.
Mas sente que não foi preciso: ele, que era incapaz de mentir ou de fingir, sempre soube que ela, de uma certa maneira muito dela, também nunca foi capaz de mentir ou fingir – não em relação a sentimentos.
Ah, mas tudo isso aconteceu há tanto tempo, por que pensar nisso agora? E por acaso faz bem? Não, nem bem nem mal; mas dá uma vaga sensação de que, afinal, não somos tão esquecíveis assim.
Se tivessem tido um caso daqueles a ferro e fogo estaria se lembrando dele agora?
Talvez sim, talvez não, mas com certeza não dessa maneira.
No fundo ela sabe, sempre soube, que eles se gostaram e de uma certa maneira se amaram, no que isso tem de mais sério, de mais direito.
Foi assim.