13/06/2012

Namorados na noite do Antiquário

Mais uma vez o empresário Marcelo Pastana acertou .O jantar dos namorados no já afamado Bar Antiquário foi um sucesso.Os casais curtiram um ambiente tranquilo e a música de qualidade na noite dedicada aos namorados no último dia 12 foi executada por Hélio Nunes no teclado,Luiz Minucci no baixo e Miltom Tomé na percussão.Alguns clientes reclamaram da demora do jantar , o que pode ser atribuída a uma certa falta de logística, mas que pode perfeitamente ser melhorada para um próximo evento.Confiram as fotos dos que foram curtir o ambiente romântico na noite dedicada a eles.























































12/06/2012

Mais do que minha namorada



Por Luiza Elizabeth

    Porque ser namorados é fácil!Tudo é bonito, até os nossos defeitos. Até o hálito ao acordar (muitos namorados hoje em dia acordam juntos), a cara amassada, a implicância com suas manias é engraçado... Os erros de português são descuidos. O mau gosto pra se vestir, é um charme diferente. Fase boa essa!!!

Até o ciúme exagerado, a proibição da mini saia, do decote mais ousado, do cinema com a turma, o impedimento do futebol, o papo depois da aula com as amigas. Tudo é motivo para se sentir valorizado, tudo é razão para elevar a auto-estima. Tempo bom esse!!!

É uma pena que poucos jovens saibam curtir esses momentos agora, no século XXI. É uma lástima que os jovens de hoje queiram logo descobrir as intimidades que levam a  coisas  que os namorados de verdade não têm coragem de mostrar, e quando mostram já não são mais namorados.

Mas, quem namorou tem saudade! Saudade dos olhares compridos e sonhadores. Saudade dos beijos mornos e assustados. Medrosos, calculados... Geração feliz a nossa!
Geração que tomava cubra libre, não pra ficar de porre, mas para ter coragem de tirar a garota pra dançar, dançar coladinho, pensando na hora da despedida, em que os carinhos iam mais além...

Quem tem mais de quarenta sabe, e como sabe! E não adianta se fazer de santo para os filhos e dizer que só ficava de mãos dadas. Mentira garotada!A gente “mandava ver” também!!! Deixava o namoro ficar “firme”, e aí a coisa esquentava... Dava-se um pouco mais de importância à virgindade do que hoje, não nego, mas não se dava menos importância ao sexo. Não sejamos hipócritas!

Depois a gente casa. E os filhos e as coisas da vida a dois esfriam o namoro. E descobrir os defeitos do outro estragam a relação. E o mau hálito e os gases do outro esfriam o namoro. E o ciúme exagerado da mulher e o descaso do marido, acabam de vez com o namoro que nós sonhamos e planejamos ser eterno, mesmo depois do casamento.

Quando eu falo em nós, me refiro às sonhadoras de sempre: as mulheres. Feministas ou não, empresárias ou não, já transformadas em matronas recauchutadas por seus cirurgiões plásticos, avós assumidas com suas leggings e seus bonés, malhando nas academias. Mulheres querendo namorar!

Mulheres querendo se produzir para seus homens, do batom à meia calça, do brinco ao perfume. Como se fosse o primeiro encontro. Sair pra namorar. Mas namorar mesmo. Namoro de mulher, que só termina na cama se ela quiser. Mas , se terminar, tem que ter muito namoro antes...

Porque essa mulher de agora não se contenta em ser só namorada. Ela quer ser muito mais. Ela quer ser tudo o que sonhou um dia: de mãe a prostituta. De fetiche na cama a senhora do lar. Só que agora, antes de tudo, faz questão de ser a namorada, a amada, a mulher que ele sonhou um dia, e na qual ela não conseguiu se transformar.

Namorar é fácil! Difícil é continuar a ser a namorada, o namorado! Beijar na boca sem ter certeza se o outro está pensando em você! Comprar um presente que poderia ser alguns números menor... Pensar em quando eram namorados, jovens sedutores ...

Namorar é fácil!Hoje, a gente se esquenta como só os anos juntos ensinam a fazer. A gente ri dos esquecimentos do outro, dos nomes trocados, das mesmas histórias contadas inúmeras vezes para os mesmos amigos...

A gente assiste a um filme que não gosta só para fazer o outro feliz, pede um prato que não é seu preferido e come com gosto. Finge que esqueceu  que o outro lhe fez chorar, compra um presente... É assim que a gente namora!!!

Ser namorados até que o tempo se canse, até que a rotina passe, até que os filhos nos deixem...  Para ir namorar!  



10/06/2012

Matar por amor



Por Léo Jaime
( ...)
Hoje mata-se muito em nome do amor. Difícil é alguém se matar por amor. Mas longe destes dois extremos há o amor que lhe vira do avesso, que estabelece um outro nível de entrega e doação, que propõe formas e intensidades de prazer jamais imaginadas ou sentidas. Há um amor assim por aí em busca de personagens. Talvez você não queira abrir mão de tudo o que conhece sobre si e suas manias, você se conhece, mas pense como se fosse uma viagem de férias a um lugar muito especial e deixe-se levar. Ao menos uma vez na vida. Tirar o pé do chão, por uma única vez, pode dar sentido a todos os outros dias comuns, seguros e tranquilos. Amores inconsequentes mudam o mundo. Mudam pra sempre.

09/06/2012

Gaydar existe ?


 


Podemos dizer se uma pessoa é homossexual só de olhar para ela?



O “radar gay”, também conhecido como gaydar, é a capacidade de dizer a orientação sexual de alguém só de olhar para ela. Será que isso existe?
Segundo os pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade Cornell (EUA), Joshua A. Tabak e Vivian Zayas, sim.

O fato de que existe um “radar gay”, ou seja, de que é possível identificar a orientação sexual de alguém só pela sua aparência, não significa que isso sempre vá dar certo, no entanto.
Os cientistas, cujo estudo foi publicado no periódico PLoS One, mostraram 96 fotos de rostos de homens e mulheres homossexuais e heterossexuais para 129 estudantes.
As fotos continham realmente apenas rostos: penteados, óculos, tatuagens, piercings, ou qualquer coisa que remetesse a uma cultura e pudesse “dedar” a orientação sexual foi retirada das imagens. Além disso, os participantes só viram as fotos por cerca de 50 milissegundos, o suficiente para o cérebro saber que viu a foto, mas não para analisá-la muito bem.

Ainda assim, eles acertaram a orientação sexual das pessoas 60% das vezes. Isso pode parecer pouco, mas é estaticamente significativo, ou seja, não foi por acaso: o radar gay entrou em ação.
E o que fez com que os participantes soubessem quem era gay e quem não era, se eles não olharam as pessoas por muito tempo, e não tiveram dicas de seu vestuário ou seu trejeito, muitas vezes usados como “indicadores” de orientação sexual pela sociedade?

Segundo os pesquisadores, foram as características faciais (como o olho ou lábio), e, principalmente, a “configuração” dessas características espacialmente no rosto (como a distância entre os olhos ou a proporção entre largura e altura facial) que levou às conclusões.
Por exemplo, a relação largura-altura facial normalmente difere entre homens e mulheres (é maior nos homens), porque tem a ver com a liberação de testosterona durante a adolescência.

Dado os estereótipos de gênero aplicados aos gays – homens gays como relativamente femininos e mulheres gays como relativamente masculinas -, essa relação pode desempenhar um papel na forma como as pessoas julgam a orientação sexual dos outros.
E, claro, não poderia faltar o elemento cultural. Mulheres podem usar azul desde pequenas, enquanto homem que gosta de rosa quando pequeno é visto como “projeto de homossexual”. A mesma coisa para os brinquedos: ninguém se importa muito com menina que gosta de praticar esportes como o futebol, mas um menino querer uma boneca…

Isso refletiu no estudo. Os participantes acertaram mais quando uma mulher era gay (65%) do que quando um homem era gay (57%). Isso significa que os homens foram classificados de forma errada mais vezes. Qualquer rosto de homem com características mesmo um pouco afeminadas já era incorretamente classificado como gay, porque somos mais rigorosos com o “universo macho”.


E será que dizer que é possível saber que alguém é gay só de olhar para ele é preconceito? Os pesquisadores acham que não. Sabemos que alguém é homem ou mulher só de olhar para ele, ou que alguém é branco ou negro só de olhar para ele, então deveria ser a mesma coisa para a orientação sexual.

O problema, é claro, é óbvio: a sociedade ainda não aceita de todo o elemento “gay”, que não deveria ser objeto de preconceito, mas o é. Segundo eles, dessa forma, a melhor arma não é tentar esconder que alguém é gay, mas justamente o contrário.

Infelizmente, o preconceito, de qualquer tipo – por raça, orientação sexual, religião –, nunca poderá ser totalmente sanado, a não ser que todos os seres humanos aprendam a conviver com as diferenças sem querer matar uns aos outros por elas.

Apesar de muitos chamarem tal façanha de “utopia”, temos que continuar tentando. Os governos têm que continuar criando programas e leis que amparem a sociedade como um todo, porque é o certo, e é o único jeito, pelo menos por enquanto. [NyTimes, Estadão, Uol]