17/05/2012

Mulheres com mais de trinta deveriam ler


Colaboração da amiga Alicepoetisa


Desculpem, gostaria de ser uma doce sessentona convencida de que a velhice é um estado de espírito mas a vida me prova o contrário. Além do mais, se quiserem ler crônicas otimistas, Martha Medeiros e Lya Luft estão aí prá isso. Meu negócio é rir!!                           

Para não ficar uma velha “sem noção”  é fruto do meu profundo interesse pela velhice e pelo bem estar da sociedade.  (Eu podia ter organizado os lembretes  por “família, trabalho, lazer, higiene e saúde” mas decidi já ir me acostumando com o estado de confusão mental provável e deixar a tarefa de me fazer entender para os mais jovens).                       
Acho bom ler e levar a sério, principalmente as coisas que parecem mais desagradáveis.      
Aguardo contribuições mas sei que posso receber cacetadas Se quiserem passar adiante sem me dar os créditos, não tem problema. Como estou ficando velha, é capaz de receber este texto, dizendo que foi escrito por Luis Fernando Verissimo e nem lembrar que fui eu que escrevi:   LA VAI !!
                                                                                      
      1-    Aceite a velhice, recuse metáforas. Terceira idade, melhor idade é p*#@**q*#@*#riu!!!.
      Ser velha não é crime, é apenas constrangedor e a última sacanagem que o Criador comete contra nós.                                                                               
 2- Viva com inteligência o tempo de vida útil que lhe resta. Viva a sua vida, não a dos seus filhos, netos e/ou marido
( se é que ainda há algo que possa ser chamado disso). Tenha seus próprios interesses e projetos. Ainda se tem direito aos sonhos. Aliás, em breve teremos direito só aos sonhos.                                                              
      
 3- Coma menos, beba menos e fale menos. Velhas magras, sóbrias e contemplativas são menos doentes e chatas.                                                                       

4-    Poupe seus familiares e amigos ( para aquelas que ainda tem alguns ) de conversas sobre o passado, doenças e dinheiro. Estes assuntos devem ser tratados, só e somente só, com seu psicoterapeuta.                                                                       
Em caso de emergência, a exceção é aquela sua amiga que já teve dois AVC’s e não tem  condições de reagir.                                                                        
5-    Não aborreça ninguém com os relatórios das suas viagens. As viagens de velhas são interessantes só pra elas mesmas. Aprenda a ser concisa, comente apenas o destino e a duração da viagem. Se por algum milagre, alguém perguntar mais alguma coisa, procure responder com monossílabos.                                                                 

6-    Escolha um bom médico. Ele sim, vai ser seu pai, irmão, marido e amigo querido. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que velha metida a curandeira.                   

7-    Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. A chance de ficar mais feia é altíssima e a de ficar mais jovem é baixíssima.                                             

8-    Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar demais. Para que deixar herança para noras e genros que mal lhe aturam ou sobrinhos e netos que mal lhe conhecem?                                                                                
9-    Velhice não nos dá o direito de ser mal educadas. Nada de falar de boca cheia, emitir sons e odores indesejáveis, cutucar dentes, etc. Atenção redobrada se você já não era nenhuma dama na juventude.  Casca grossa só piora depois de senil.                          

10-  Faça uma guerra sem descanso aos farelos que insistem em se alojar nos cantos da sua boca (nos velhos, eles preferem o queixo). Você notou que tem sempre um filho de plantão passando um guardanapo na boca das mães velhas?!!                                                   

11-  Só masque chiclete na ausência de testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinha.                                                           

12-  Pense muitas vezes antes de se aposentar. Trabalhar tem muitas vantagens, além do dinheiro. A principal delas é para sua família: são seus colegas de trabalho que vão ter que lhe aguentar a maior parte do tempo.                                                        
13-  Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Velhas tristes são chatíssimas. Velhas alegres demais, mais ainda. Não se ofereça para ir a carnaval fora de época com seus sobrinhos. Fora de época, é você. Não tenha certeza de que vai ser uma companhia agradável em acampamentos, raves e shows de rock. Um ataque cardíaco pode acabar com a festa de todo mundo.            

14-  Se foi mística, esotérica ou engajada na juventude, controle-se. As pessoas lhe aguentavam quando os hormônios estavam a seu favor, agora elas podem querer realizar o desejo de matá-la que tinham no passado, para acabar com a tortura das suas pregações.      

15-  Leia muito. Ainda há tempo para gostar de aprender. Velhice pode trazer experiência, não sabedoria. Ter um livro sempre à mão também serve para o caso de sua surdez não permitir acompanhar a conversa. Todos vão adorar não ter que repetir aos gritos respostas a perguntas “sem noção”.                       
                                                         
16- Tenha o máximo de cuidado com a higiene. Velha fedida é duro de aguentar. Ah, cheirando a  perfume francês vencido, também.                                                            

17- Não acredite nas colegas otimistas que dizem que não tem nada demais em usar minissaias, fio dental, figurinos sadomasoquistas ou decotes provocantes. Tem sim, eles provocam atentado à estética. E riso descontrolável, também.                                         

18- Cuidado com a maquiagem. Já notou que velhas vão ficando parecidas com velhos e ambos com travestis? Maquiagem pesada só serve para reforçar a personagem.                                                                                                                                   
19-  Seja avó do seus netos, não mãe ou babá. Por isso nem pense em educá-los ou em comprometer seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, festinhas, natação, inglês, etc., mil vezes. Ser folguista de babá, nem pensar!!! Se a sua nora for chata, esta é a chance perfeita de sacaneá-la, deixando que ela faça sua obrigação de mãe. Não tenha remorso, por mais que você se esforce nunca vai conseguir sacaneá-la mais do que ela a você. Lembre-se de que agora seu filho deve obediência a ela e não mais a você.                                                                                     

                         
20- Se alguém perguntar como vão seus netos,  não precisa contar tuuuuuuuudo!  Evite discorrer sobre sua (deles, óbvio!!) inteligência excepcional, beleza rara, fantásticas habilidades esportivas e genialidade com a tecnologia. Lamento informar que todos eles são iguais e assim, agora.                                                                                                                                                                    
21- Não seja uma sogra chata, gratuitamente. Só se tiver um bom motivo. Lembre-se de como era a sua ( ou as suas) e passe a limpo.                                                    
Agora que você já sacou que não tem como mudar seu marido, cuidado para não apontar as armas para as noras e genros. Falar mal deste tipo de gente é deplorável. Se tiver genro, dê sempre razão a ele, se sua filha for um pé no saco. Lembre-se que, para implicar com ela, ele vai sempre lhe defender quando ela comentar como você é chata, controladora, antiquada, desinformada, espaçosa, blá, blá....                                                                                                                                                                 
 22- Seja machista. Ainda é tempo. Caímos no conto do feminismo e nos lascamos.                                                                                                                               
 23- Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidada, pelo menos 3 vezes.                                                                                                                                                                                     
 24- Cuidado ao atender o telefone. Se responder  “Estou levando a vida como Deus quer”, quando lhe perguntarem “Como vai?”, isto pode provocar um problema irreversível na sua linha telefônica, ela pode ficar muda por semanas. Você vai ver que as ligações dos amigos e filhos vão rarear, cada vez mais. Se quiser que a linha dê um “tilt” para sempre, pode responder aos seus filhos com a simpática frase: “Ah, lembrou que tem mãe?”.  Mesmo que eles lembrem, vai ser difícil telefonar prá você.                                                                                                                  
Esta lista pode ser usada como teste (mulheres adoram testes) para saber seu grau de "sem-noçãozice”.  Não confesso meu grau, nem sob tortura.      



16/05/2012

Lipo sem agulha é possível?


Amatiele Luise Fernandes da silva
Fisioterapeuta Especialização em dermatologia funcional
Geriatria  e qualidade de vida pela FUNEC

Lipo sem agulha é possível?

Para muitas mulheres fazer uma lipo aspiração e ficar livre de alguns pneuzinhos, culotes ou gordurinhas localizadas indesejáveis é um procedimento tão simples quanto ir a um salão de beleza e fazer uma escova nos cabelos.

Elas só acreditam que uma lipo pode ser um procedimento invasivo e perigoso quando ficam sabendo que alguma pessoa conhecida ou mesmo uma amiga morreu ou ficou com graves seqüelas por causa do mesmo.

Existe entretanto um método não invasivo e isento do incômodo e do perigo das cânulas em uma lipo aspiração convencional.

Trata-se da Lipocavitação ultra-sônica. Com uma frequência de 40.5 Khz ele produz uma vibração e massagem mecânica para 3.000 mil rotações por minuto e só fica até 2,5 cm, o que nos assegura estar trabalhando diretamente sobre a gordura e não em estruturas mais profundas. As células de gordura vibram formando microbolhas que se esfregam e explodem, lançando na circulação o produto da metabolização dos triglicérides contidos dentro do adipócito, e excretam através do sistema linfático, os ácidos graxos livres e glicerol que são eliminados naturalmente através da urina e através das fezes.

Os resultados surgem desde a primeira sessão e não há necessidade do uso de agulhas ou anestesia.Durante o procedimento a pessoa (homem ou mulher perde em média de 3 a 5cm por sessão através da redução do tecido adiposo.                                

"O aparelho usado emite um ultra-som que atinge as células de gordura, localizadas sob a pele, que vibram até se romperem. A gordura líquida cai na corrente sangüínea e vai para o fígado, onde é metabolizada da mesma maneira que a gordura dos alimentos", explica a fisioterapeuta Amatiele Luise Fernandes da silva , Fisioterapeuta com Especialização em dermatologia funcional.

Com esse método dá para mudar o manequim em três sessões.Tem coisa melhor para quem não está satisfeito com a silhueta e quer se livrar daqueles excessos adiposos que incomodam e muitas vezes só a gente enxerga no espelho.
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15/05/2012

Pornografia




Alguns estudos dizem que a pornografia gera alterações cerebrais profundas e generalizadas nas pessoas, tanto em adultos quanto em crianças, incluindo predisposição a violência contra as mulheres. Seria isso verdade?
Segundo Paul Wright, professor assistente de telecomunicações na Universidade de Indiana, em Bloomington, EUA, que estudou o sexo nos meios de comunicação, os estudos sobre pornografia são variados e você não pode olhá-los separadamente para tirar uma conclusão.

A maioria dos estudos experimentais sobre os efeitos da pornografia concentram-se em estudantes universitários. Analisados individualmente, estes estudos parecem mistos.
Alguns acham que a exposição de jovens à pornografia aumenta atitudes sexistas e até mesmo uma vontade de infligir dor (conclusão que é muitas vezes apoiada por testes experimentais em que homens têm a oportunidade de infligir o que eles acreditam ser verdadeiros choques elétricos em uma mulher).
Por outro lado, outros estudos encontram pouco ou nenhum efeito negativo de assistir pornografia.

Para entender esses resultados, os psicólogos dependem de meta-análises ou estudos que analisam os dados de vários estudos individuais. Usando esta técnica, Wright disse que os efeitos da pornografia ficam “bastante claros”.
“Em situações experimentais em que o comportamento agressivo real é medido entre os homens, tanto pornografia violenta quanto não violenta aumenta a probabilidade de agressão posterior”, explica Wright.
“A questão que permanece é: o que esses caras fazem no laboratório, eles realmente aplicam à vida real?”, disse Chris
Ferguson, um psicólogo que estuda a relação entre mídia e comportamento violento.

Na vida real, é claro, os pesquisadores não podem realizar experimentos controlados de pornografia. Uma estratégia alternativa tem sido olhar as taxas de violência sexual em países logo após a pornografia ser descriminalizada.
Estes estudos, muitos feitos por Milton Diamond, da Universidade do Havaí em Manoa, costumam concluir que as taxas de violência sexual diminuem após a pornografia se tornar mais prevalente.

Diamond vê isso como evidência de que a pornografia proporciona na verdade um “canal de escape” para os homens que têm tendências agressivas sexualmente. “A maioria da pornografia dissipa a excitação pela masturbação e eu acho que funciona tanto para homens quanto para mulheres”, diz. “E, geralmente, depois de alguém se masturbar e ter o seu orgasmo, perde o interesse em sexo, o que pode dissipar também o interesse de sair e fazer qualquer coisa ilegal”.

Porém, não há prova desse efeito de escape nos estudos por todos os EUA. Não é nem possível interligar firmemente a queda na violência à pornografia, dado o grande número de outros fatores que poderiam desempenhar um papel.
Efeito moderado ou perigoso?

Se os estudos de laboratório estiveram corretos em dizer que a pornografia aumenta a violência masculina, esse efeito é pequeno a moderado.
O pesquisador Neil Malamuth, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, descobriu que a exposição à pornografia não afeta o homem médio. Mas homens com outros fatores de risco que predispõem à violência sexual, sim.

“A pornografia pode tornar uma pessoa com uma certa tendência, uma certa inclinação, um perfil de risco ainda mais propensa a agir de uma maneira sexualmente agressiva”, disse Malamuth.
Características de risco incluem hostilidade em relação às mulheres, personalidade narcisista e tendência a derivar satisfação de poder e controle sobre as mulheres, bem como características de fundo, como crescer em um lar violento.

Pode ser que os estudos feitos tiveram diferentes proporções de homens com essas características, o que explicaria os resultados conflitantes.
Na outra ponta, alguns pesquisadores estão se voltando aos sinais potencialmente positivos da mídia sexualmente explícita.
Nos estudos, os usuários de pornografia em geral a veem como um benefício.
“A pornografia pode ter muitos efeitos benéficos para algumas pessoas em suas vidas sexuais, e muitos não se veem prejudicados de forma alguma”, disse Malamuth.

Visão pornográfica

Em um estudo da Universidade do Havaí em Manoa, pesquisadores compararam poses de mulheres em fotografias tiradas de sites de pornografia populares, revistas e portfólios na Noruega, Estados Unidos e Japão.
Esses três países foram escolhidos porque eles caem em diferentes partes da Medida de Empoderamento do Gênero das Nações Unidas (ONU), uma medida de poder político e econômico das mulheres em uma nação. A Noruega é a número 1 na escala global, os EUA é o nº 15, e o Japão é o nº 54.
Os pesquisadores compararam poses de poder e não poder nas fotografias pornográficas de cada nação. Um exemplo de uma fotografia de não poder seria uma mulher amarrada ou contorcida, com pouco conforto. Uma fotografia de poder seria o oposto, por exemplo, uma mulher de frente para a câmera com um olhar de confiança.

Os pesquisadores descobriram que as fotografias de não poder eram igualmente comuns em todos os três países. Mas a Noruega teve o maior número de fotografias de poder, seguido pelos EUA.
As descobertas sugerem que a pornografia pode espelhar a igualdade de gênero ou a ausência dele da sociedade em geral.
“É um reflexo do que a nossa cultura produz para mostrar o que é sexy sobre as mulheres ou o que deve ser considerado um ideal sexual”, disse a pesquisadora Dana Arakawa.

 

14/05/2012

ADULTOS EMERGENTES



“Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos!”
Todo mundo conhece alguém que mesmo já tendo passado a fase da adolescência, não quer ou não consegue crescer.
Mesmo já tendo saído da faculdade e se especializado em vários cursos, ainda não “se encontrou” e por vários motivos não quer ou não consegue encarar o mercado de trabalho e até mesmo um relacionamento sério. Preferem continuar no “ninho” a arriscar um padrão de vida diferente do que possuem e perder a proteção dos pais.

Este não é um fato que acontece exclusivamente no Brasil e várias pesquisas justificam esse tipo de comportamento atual que é constatado até mesmo em países do primeiro mundo. Frustrados com as promessas não cumpridas da época em que cursavam a faculdade, esses jovens assistem os vinte anos irem embora e se deparam de repente com os trinta, trinta e poucos e alguns, até os quase quarenta anos... E nada, ou muito pouco acontece...

Até alguns anos atrás, os filhos saiam de casa para estudar, se tornavam financeiramente independentes, casavam e formavam sua própria família. Dos anos noventa para cá menos da metade  das mulheres e apenas 1/3 dos homens atingem essa condição.

A neurociência explica e exemplifica através de pesquisas, que o cérebro humano continua se desenvolvendo mesmo depois dos vinte anos, e, com o córtex pré-frontal em maturação e ainda não formado, as pessoas continuam sendo dominadas pelas emoções e não pela razão, o que justificaria a freqüente pergunta: “O que vou fazer da minha vida?” Tomara que isso tranqüilize os pais modernos...
Verifica-se assim o surgimento no nosso século de uma nova fase, na qual esses “adultos emergentes” (termo criado pelo psicólogo americano Jeffrey Jensen Arnett) precisam de mais educação para enfrentar o novo mercado de trabalho, dependendo por mais tempo dos pais. Os mesmos não sentem necessidade de casar, já que o sexo é liberado pela sociedade,e as mulheres podem procriar bem mais tarde , com o auxílio da ciência, sem correr os riscos do século passado .

Esses jovens adultos são filhos de uma geração reprimida, que não quer a mesma coisa para seus filhos, os quais têm tudo o que seus pais não tinham e sonham com o que ainda não têm: Dinheiro, uma carreira promissora e uma família.
Para ir à luta esses jovens precisam abrir mão de muitas mordomias, e com o objetivo de não atrapalhar a carreira o casamento fica para segundo plano.

Mulheres do século XXI com idade entre dezoito e vinte e nove anos constatam que o mundo é mais duro do que esperavam ao concluírem a faculdade, mas seus sonhos continuam os mesmos, e, a busca pela independência financeira e os títulos acadêmicos, confundem-se com a eterna procura pelo príncipe encantado...

Segundo estudiosos do assunto, para ambos os sexos é uma fase de crise, diferente da crise da adolescência, mas mesmo assim, uma crise que faz com que hoje 92% das mulheres ainda estejam na casa de seus pais, mesmo depois de formadas e 20% delas ainda não consegue se manter ou sequer trabalham.

Ambos os sexos apresentam crises de identidade nessas situações, sentem-se inseguros em relação ao futuro, sentem-se mais nostálgicos e mais radicais em suas opiniões e frustrados em sua relação com o mercado de trabalho.
O fato é que o rapaz “trintão” em suas eternas baladas e a “já não tão moça” jovem acima dos vinte e tantos anos, em sua eterna procura por independência e uma relação afetiva verdadeira, se revelam o Peter Pan e a Bela adormecida do novo século.
  

13/05/2012

Mãe é mãe




Por Luiza Elizabeth 
E como mãe é um ser humano como outro qualquer, passível de todos os erros que os seres humanos são capazes de cometer, erramos igualzinho a todo mundo. Ou melhor, mãe erra mais, porque tenta acertar mais, porque se cobra mais, porque coloca sobre seus ombros tudo que acontece de errado na vida de seus filhos. E se bobear, na vida dos filhos dos outros também...

“Mãe é sofrer no paraíso!”. “Filhos, melhor não tê-los”! Mas se não tê-los, como sabê-los???  E por aí vai...
A verdade é que, quando esse bendito instinto maternal desperta, nenhum dito popular nos tira da cabeça e do coração que, ser mãe é a melhor coisa do mundo! E é mesmo! 

Melhor que ser mãe, só mesmo ser avó, que nos faz sentir o prazer de ver nossos filhos serem pais e nos permite sermos mães outra vez, em dose dupla, agora com menos responsabilidade. Curtir a infância dos netos, já que não tivemos tempo para curtir com os filhos, assim como eles não tem tempo agora para os seus. E a vida é assim mesmo...

Mas, importante mesmo, é ser mãe a toda hora. Mãe, debaixo do chuveiro, atendendo o filho que se sente carente porque a namorada lhe deu um chute. Sai do chuveiro e pega no telefone pra tomar as dores do filhão.

Mãe, que, como na canção do Chico, não acredita que seu guri faça tanta coisa errada. Só está lá, estampado no jornal, porque um dia disse que ia ser notícia, mas, “bandido, ele não é não!”
Ah! Nossos guris! Sempre crianças, sempre pequenos, nunca cresceram pra nós. Seus olhos e braços sempre nos pedindo carinho, e nosso colo sempre pronto e ansioso para aconchegá-los.

É claro que na confusão dos dias de hoje, com tanta gente querendo nos ensinar a ser a mães perfeitas (ou pelo menos a ideal), ser mãe moderna, sem deixar de ser todo o resto que é exigido de nós mulheres, fica complicado...
“Ser a mãe amiga, sem ser a “amiguinha”, conquistar a confiança, sem ser a “confidente”. Que eles se orgulhem da sua presença sem que você “caia no ridículo” de clonar os trajes deles, e não os constranja com sua figura constante nos mesmos lugares que eles, com os mesmos amigos, como se os perseguisse...

Ser mãe que dá certo (existe isso?) só sendo moderna e antiquada, tudo ao mesmo tempo! É saber a hora certa, certinha, de falar e de silenciar! De dizer sim com firmeza, e não, com delicadeza e carinho. Depois, desfazer o bico deles com beijinho!E depois que estão adultos, o jeito é deixar que eles tomem sozinhos, suas próprias decisões, para não atrapalhar seu amadurecimento.

E aí, quando eles vão pra suas casas , cheios de dúvidas e sofrimento (e que não nos cabe interceder), a gente deita na nossa cama e chora... e chora. Como eles faziam, quando eram adolescentes e sofriam de males que não podíamos remediar...
Ser mãe é amar aqueles que beijam ou adoçam a boca de nossos filhos, enquanto os pais odeiam. As bocas das filhas, principalmente! Só queremos que os façam felizes, nada mais.

É claro que temos certeza que as mulheres que nossos meninos arrumam, nunca farão por eles o que sempre fizemos. Bem que tentamos gostar delas, e até gostamos, se for estritamente necessário...
Convenhamos: Ser mãe é difícil! Mas é doce. Inebria e ilumina a alma das mulheres. Pelo menos daquelas que se entregam à deliciosa tarefa. Sem deixarem de ser mulheres, esposas, amigas, cidadãs participativas, se antenarem ao mundo para poderem ser mães melhores.

Uma senhora, com seus setenta e tantos anos me contou certa vez que sentia falta de sua falecida mãe... Ela tem vários netos e bisnetos, mas sentia falta do colo da mãe!
Coração de mãe é assim! Os filhos, nunca crescem! A mãe, nunca envelhece o suficiente para ter direito de descansar ou os deixar! Na verdade, gostaríamos de ter a todos, sempre a nossa volta, em nosso colo. Os cabelos sujos de terra dos filhos e os cabelos brancos da mãe. Haveria coisa mais doce? Um colo grande, repleto, como todo coração de mãe!