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19/05/2012
17/05/2012
Mulheres com mais de trinta deveriam ler
Colaboração da amiga Alicepoetisa
Desculpem, gostaria de ser uma doce sessentona convencida de que a velhice é um estado de espírito mas a vida me prova o contrário. Além do mais, se quiserem ler crônicas otimistas, Martha Medeiros e Lya Luft estão aí prá isso. Meu negócio é rir!!
Para não ficar uma velha “sem noção” é fruto do meu profundo interesse pela velhice e pelo bem estar da sociedade. (Eu podia ter organizado os lembretes por “família, trabalho, lazer, higiene e saúde” mas decidi já ir me acostumando com o estado de confusão mental provável e deixar a tarefa de me fazer entender para os mais jovens).
Acho bom ler e levar a sério, principalmente as coisas que parecem mais desagradáveis.
Aguardo contribuições mas sei que posso receber cacetadas Se quiserem passar adiante sem me dar os créditos, não tem problema. Como estou ficando velha, é capaz de receber este texto, dizendo que foi escrito por Luis Fernando Verissimo e nem lembrar que fui eu que escrevi: LA VAI !!
1- Aceite a velhice, recuse metáforas. Terceira idade, melhor idade é p*#@**q*#@*#riu!!!.
Ser velha não é crime, é apenas constrangedor e a última sacanagem que o Criador comete contra nós.
2- Viva com inteligência o tempo de vida útil que lhe resta. Viva a sua vida, não a dos seus filhos, netos e/ou marido
( se é que ainda há algo que possa ser chamado disso). Tenha seus próprios interesses e projetos. Ainda se tem direito aos sonhos. Aliás, em breve teremos direito só aos sonhos.
3- Coma menos, beba menos e fale menos. Velhas magras, sóbrias e contemplativas são menos doentes e chatas.
4- Poupe seus familiares e amigos ( para aquelas que ainda tem alguns ) de conversas sobre o passado, doenças e dinheiro. Estes assuntos devem ser tratados, só e somente só, com seu psicoterapeuta.
Em caso de emergência, a exceção é aquela sua amiga que já teve dois AVC’s e não tem condições de reagir.
5- Não aborreça ninguém com os relatórios das suas viagens. As viagens de velhas são interessantes só pra elas mesmas. Aprenda a ser concisa, comente apenas o destino e a duração da viagem. Se por algum milagre, alguém perguntar mais alguma coisa, procure responder com monossílabos.
6- Escolha um bom médico. Ele sim, vai ser seu pai, irmão, marido e amigo querido. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que velha metida a curandeira.
7- Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. A chance de ficar mais feia é altíssima e a de ficar mais jovem é baixíssima.
8- Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar demais. Para que deixar herança para noras e genros que mal lhe aturam ou sobrinhos e netos que mal lhe conhecem?
9- Velhice não nos dá o direito de ser mal educadas. Nada de falar de boca cheia, emitir sons e odores indesejáveis, cutucar dentes, etc. Atenção redobrada se você já não era nenhuma dama na juventude. Casca grossa só piora depois de senil.
10- Faça uma guerra sem descanso aos farelos que insistem em se alojar nos cantos da sua boca (nos velhos, eles preferem o queixo). Você notou que tem sempre um filho de plantão passando um guardanapo na boca das mães velhas?!!
11- Só masque chiclete na ausência de testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinha.
12- Pense muitas vezes antes de se aposentar. Trabalhar tem muitas vantagens, além do dinheiro. A principal delas é para sua família: são seus colegas de trabalho que vão ter que lhe aguentar a maior parte do tempo.
13- Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Velhas tristes são chatíssimas. Velhas alegres demais, mais ainda. Não se ofereça para ir a carnaval fora de época com seus sobrinhos. Fora de época, é você. Não tenha certeza de que vai ser uma companhia agradável em acampamentos, raves e shows de rock. Um ataque cardíaco pode acabar com a festa de todo mundo.
14- Se foi mística, esotérica ou engajada na juventude, controle-se. As pessoas lhe aguentavam quando os hormônios estavam a seu favor, agora elas podem querer realizar o desejo de matá-la que tinham no passado, para acabar com a tortura das suas pregações.
15- Leia muito. Ainda há tempo para gostar de aprender. Velhice pode trazer experiência, não sabedoria. Ter um livro sempre à mão também serve para o caso de sua surdez não permitir acompanhar a conversa. Todos vão adorar não ter que repetir aos gritos respostas a perguntas “sem noção”.
16- Tenha o máximo de cuidado com a higiene. Velha fedida é duro de aguentar. Ah, cheirando a perfume francês vencido, também.
17- Não acredite nas colegas otimistas que dizem que não tem nada demais em usar minissaias, fio dental, figurinos sadomasoquistas ou decotes provocantes. Tem sim, eles provocam atentado à estética. E riso descontrolável, também.
18- Cuidado com a maquiagem. Já notou que velhas vão ficando parecidas com velhos e ambos com travestis? Maquiagem pesada só serve para reforçar a personagem.
19- Seja avó do seus netos, não mãe ou babá. Por isso nem pense em educá-los ou em comprometer seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, festinhas, natação, inglês, etc., mil vezes. Ser folguista de babá, nem pensar!!! Se a sua nora for chata, esta é a chance perfeita de sacaneá-la, deixando que ela faça sua obrigação de mãe. Não tenha remorso, por mais que você se esforce nunca vai conseguir sacaneá-la mais do que ela a você. Lembre-se de que agora seu filho deve obediência a ela e não mais a você.
20- Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre sua (deles, óbvio!!) inteligência excepcional, beleza rara, fantásticas habilidades esportivas e genialidade com a tecnologia. Lamento informar que todos eles são iguais e assim, agora.
21- Não seja uma sogra chata, gratuitamente. Só se tiver um bom motivo. Lembre-se de como era a sua ( ou as suas) e passe a limpo.
Agora que você já sacou que não tem como mudar seu marido, cuidado para não apontar as armas para as noras e genros. Falar mal deste tipo de gente é deplorável. Se tiver genro, dê sempre razão a ele, se sua filha for um pé no saco. Lembre-se que, para implicar com ela, ele vai sempre lhe defender quando ela comentar como você é chata, controladora, antiquada, desinformada, espaçosa, blá, blá....
22- Seja machista. Ainda é tempo. Caímos no conto do feminismo e nos lascamos.
23- Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidada, pelo menos 3 vezes.
24- Cuidado ao atender o telefone. Se responder “Estou levando a vida como Deus quer”, quando lhe perguntarem “Como vai?”, isto pode provocar um problema irreversível na sua linha telefônica, ela pode ficar muda por semanas. Você vai ver que as ligações dos amigos e filhos vão rarear, cada vez mais. Se quiser que a linha dê um “tilt” para sempre, pode responder aos seus filhos com a simpática frase: “Ah, lembrou que tem mãe?”. Mesmo que eles lembrem, vai ser difícil telefonar prá você.
Esta lista pode ser usada como teste (mulheres adoram testes) para saber seu grau de "sem-noçãozice”. Não confesso meu grau, nem sob tortura.
16/05/2012
Lipo sem agulha é possível?
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Amatiele
Luise Fernandes da silva
Fisioterapeuta
Especialização em dermatologia funcional
Geriatria e qualidade de vida pela FUNEC
|
Lipo sem agulha é possível?
Para muitas mulheres fazer uma lipo aspiração e ficar livre
de alguns pneuzinhos, culotes ou
gordurinhas localizadas indesejáveis é um procedimento tão simples quanto ir a
um salão de beleza e fazer uma escova nos cabelos.
Elas só acreditam que uma
lipo pode ser um procedimento invasivo e perigoso quando ficam sabendo que
alguma pessoa conhecida ou mesmo uma amiga morreu ou ficou com graves seqüelas
por causa do mesmo.
Existe entretanto um método não invasivo e isento do
incômodo e do perigo das cânulas em uma lipo aspiração convencional.
Trata-se da Lipocavitação ultra-sônica. Com uma frequência de 40.5 Khz ele produz uma
vibração e massagem mecânica para 3.000 mil rotações por minuto e só fica até 2,5 cm , o que nos assegura
estar trabalhando diretamente sobre a gordura e não em estruturas mais
profundas. As células de gordura vibram formando microbolhas que se esfregam e
explodem, lançando na circulação o produto da metabolização dos triglicérides
contidos dentro do adipócito, e excretam através do sistema linfático, os
ácidos graxos livres e glicerol que são eliminados naturalmente através da
urina e através das fezes.
Os resultados surgem desde a
primeira sessão e não há necessidade do uso de agulhas ou anestesia.Durante o
procedimento a pessoa (homem ou mulher perde em média de 3 a 5cm por sessão através da
redução do tecido adiposo.
"O aparelho
usado emite um ultra-som que atinge as células de gordura, localizadas sob a
pele, que vibram até se romperem. A gordura líquida cai na corrente sangüínea e
vai para o fígado, onde é metabolizada da mesma maneira que a gordura dos
alimentos", explica a fisioterapeuta Amatiele Luise Fernandes da silva ,
Fisioterapeuta com Especialização em dermatologia funcional.
Com
esse método dá para mudar o manequim em três sessões.Tem coisa melhor para quem
não está satisfeito com a silhueta e quer se livrar daqueles excessos adiposos
que incomodam e muitas vezes só a gente enxerga no espelho.
·
15/05/2012
Pornografia
Alguns estudos dizem que a pornografia gera
alterações cerebrais profundas e generalizadas nas pessoas, tanto em adultos
quanto em crianças, incluindo predisposição a violência contra as mulheres.
Seria isso verdade?
Segundo Paul Wright, professor assistente de
telecomunicações na Universidade de Indiana, em Bloomington, EUA, que estudou o
sexo nos meios de comunicação, os estudos sobre pornografia são variados e você
não pode olhá-los separadamente para tirar uma conclusão.
A maioria dos estudos experimentais sobre os
efeitos da pornografia concentram-se em estudantes universitários. Analisados
individualmente, estes estudos parecem mistos.
Alguns acham que a exposição de jovens à
pornografia aumenta atitudes sexistas e até mesmo uma vontade de infligir dor
(conclusão que é muitas vezes apoiada por testes experimentais em que homens
têm a oportunidade de infligir o que eles acreditam ser verdadeiros choques
elétricos em uma mulher).
Por outro lado, outros estudos encontram pouco
ou nenhum efeito negativo de assistir pornografia.
Para entender esses resultados, os psicólogos
dependem de meta-análises ou estudos que analisam os dados de vários estudos
individuais. Usando esta técnica, Wright disse que os efeitos da pornografia
ficam “bastante claros”.
“Em situações experimentais em que o
comportamento agressivo real é medido entre os homens, tanto pornografia
violenta quanto não violenta aumenta a probabilidade de agressão posterior”,
explica Wright.
“A questão que permanece é: o que esses caras
fazem no laboratório, eles realmente aplicam à vida real?”, disse Chris
Ferguson, um psicólogo que estuda a relação entre mídia e comportamento violento.
Ferguson, um psicólogo que estuda a relação entre mídia e comportamento violento.
Na vida real, é claro, os pesquisadores não
podem realizar experimentos controlados de pornografia. Uma estratégia
alternativa tem sido olhar as taxas de violência sexual em países logo após a
pornografia ser descriminalizada.
Estes estudos, muitos feitos por Milton Diamond,
da Universidade do Havaí em Manoa, costumam concluir que as taxas de violência
sexual diminuem após a pornografia se tornar mais prevalente.
Diamond vê isso como evidência de que a
pornografia proporciona na verdade um “canal de escape” para os homens que têm
tendências agressivas sexualmente. “A maioria da pornografia dissipa a
excitação pela masturbação e eu acho que funciona tanto para homens quanto para
mulheres”, diz. “E, geralmente, depois de alguém se masturbar e ter o seu
orgasmo, perde o interesse em sexo, o que pode dissipar também o interesse de
sair e fazer qualquer coisa ilegal”.
Porém, não há prova desse efeito de escape nos
estudos por todos os EUA. Não é nem possível interligar firmemente a queda na
violência à pornografia, dado o grande número de outros fatores que poderiam
desempenhar um papel.
Efeito moderado ou perigoso?
Se os estudos de laboratório estiveram corretos em dizer que a pornografia aumenta a violência masculina, esse efeito é pequeno a moderado.
Se os estudos de laboratório estiveram corretos em dizer que a pornografia aumenta a violência masculina, esse efeito é pequeno a moderado.
O pesquisador Neil Malamuth, da Universidade da
Califórnia em Los Angeles ,
EUA, descobriu que a exposição à pornografia não afeta o homem médio. Mas
homens com outros fatores de risco que predispõem à violência sexual, sim.
“A pornografia pode tornar uma pessoa com uma
certa tendência, uma certa inclinação, um perfil de risco ainda mais propensa a
agir de uma maneira sexualmente agressiva”, disse Malamuth.
Características de risco incluem hostilidade em
relação às mulheres, personalidade narcisista e tendência a derivar satisfação
de poder e controle sobre as mulheres, bem como características de fundo, como
crescer em um lar violento.
Pode ser que os estudos feitos tiveram
diferentes proporções de homens com essas características, o que explicaria os
resultados conflitantes.
Na outra ponta, alguns pesquisadores estão se
voltando aos sinais potencialmente positivos da mídia sexualmente explícita.
Nos estudos, os usuários de pornografia em geral a veem como um benefício.
Nos estudos, os usuários de pornografia em geral a veem como um benefício.
“A pornografia pode ter muitos efeitos benéficos
para algumas pessoas em suas vidas sexuais, e muitos não se veem prejudicados
de forma alguma”, disse Malamuth.
Visão pornográfica
Em um estudo da Universidade do Havaí em Manoa, pesquisadores compararam poses de mulheres em fotografias tiradas de sites de pornografia populares, revistas e portfólios na Noruega, Estados Unidos e Japão.
Em um estudo da Universidade do Havaí em Manoa, pesquisadores compararam poses de mulheres em fotografias tiradas de sites de pornografia populares, revistas e portfólios na Noruega, Estados Unidos e Japão.
Esses três países foram escolhidos porque eles
caem em diferentes partes da Medida de Empoderamento do Gênero das Nações
Unidas (ONU), uma medida de poder político e econômico das mulheres em uma
nação. A Noruega é a número 1 na escala global, os EUA é o nº 15, e o Japão é o
nº 54.
Os pesquisadores compararam poses de poder e não
poder nas fotografias pornográficas de cada nação. Um exemplo de uma fotografia
de não poder seria uma mulher amarrada ou contorcida, com pouco conforto. Uma
fotografia de poder seria o oposto, por exemplo, uma mulher de frente para a
câmera com um olhar de confiança.
Os pesquisadores descobriram que as fotografias
de não poder eram igualmente comuns em todos os três países. Mas a Noruega teve
o maior número de fotografias de poder, seguido pelos EUA.
As descobertas sugerem que a pornografia pode
espelhar a igualdade de gênero ou a ausência dele da sociedade em geral.
“É um reflexo do que a nossa cultura produz para mostrar o que é sexy sobre as mulheres ou o que deve ser considerado um ideal sexual”, disse a pesquisadora Dana Arakawa.
“É um reflexo do que a nossa cultura produz para mostrar o que é sexy sobre as mulheres ou o que deve ser considerado um ideal sexual”, disse a pesquisadora Dana Arakawa.
14/05/2012
ADULTOS EMERGENTES
“Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos!”
Todo mundo conhece alguém que
mesmo já tendo passado a fase da adolescência, não quer ou não consegue
crescer.
Mesmo já tendo saído da faculdade
e se especializado em vários cursos, ainda não “se encontrou” e por vários motivos não quer ou não consegue encarar
o mercado de trabalho e até mesmo um relacionamento sério. Preferem continuar
no “ninho” a arriscar um padrão de
vida diferente do que possuem e perder a proteção dos pais.
Este não é um fato que acontece exclusivamente
no Brasil e várias pesquisas justificam esse tipo de comportamento atual que é
constatado até mesmo em países do primeiro mundo. Frustrados com as promessas
não cumpridas da época em que cursavam a faculdade, esses jovens assistem os
vinte anos irem embora e se deparam de repente com os trinta, trinta e poucos e
alguns, até os quase quarenta anos... E nada, ou muito pouco acontece...
Até alguns anos atrás, os filhos
saiam de casa para estudar, se tornavam financeiramente independentes, casavam
e formavam sua própria família. Dos anos noventa para cá menos da metade das mulheres e apenas 1/3 dos homens atingem
essa condição.
A neurociência explica e
exemplifica através de pesquisas, que o cérebro humano continua se
desenvolvendo mesmo depois dos vinte anos, e, com o córtex pré-frontal em
maturação e ainda não formado, as pessoas continuam sendo dominadas pelas
emoções e não pela razão, o que justificaria a freqüente pergunta: “O que vou
fazer da minha vida?” Tomara que isso tranqüilize os pais modernos...
Verifica-se assim o surgimento no
nosso século de uma nova fase, na qual esses “adultos emergentes” (termo criado
pelo psicólogo americano Jeffrey Jensen Arnett) precisam de mais educação para
enfrentar o novo mercado de trabalho, dependendo por mais tempo dos pais. Os
mesmos não sentem necessidade de casar, já que o sexo é liberado pela
sociedade,e as mulheres podem procriar bem mais tarde , com o auxílio da
ciência, sem correr os riscos do século passado .
Esses jovens adultos são filhos
de uma geração reprimida, que não quer a mesma coisa para seus filhos, os quais
têm tudo o que seus pais não tinham e sonham com o que ainda não têm: Dinheiro,
uma carreira promissora e uma família.
Para ir à luta esses jovens precisam
abrir mão de muitas mordomias, e com o objetivo de não atrapalhar a carreira o
casamento fica para segundo plano.
Mulheres do século XXI com idade
entre dezoito e vinte e nove anos constatam que o mundo é mais duro do que
esperavam ao concluírem a faculdade, mas seus sonhos continuam os mesmos, e, a
busca pela independência financeira e os títulos acadêmicos, confundem-se com a
eterna procura pelo príncipe encantado...
Segundo estudiosos do assunto,
para ambos os sexos é uma fase de crise, diferente da crise da adolescência, mas
mesmo assim, uma crise que faz com que hoje 92% das mulheres ainda estejam na
casa de seus pais, mesmo depois de formadas e 20% delas ainda não consegue se
manter ou sequer trabalham.
Ambos os sexos apresentam crises
de identidade nessas situações, sentem-se inseguros em relação ao futuro,
sentem-se mais nostálgicos e mais radicais em suas opiniões e frustrados em sua
relação com o mercado de trabalho.
O fato é que o rapaz “trintão” em suas eternas baladas e a “já não tão moça” jovem acima dos vinte e
tantos anos, em sua eterna procura por independência e uma relação afetiva
verdadeira, se revelam o Peter Pan e a Bela adormecida do novo século.
13/05/2012
Mãe é mãe
Por Luiza Elizabeth
E como mãe é um ser humano como
outro qualquer, passível de todos os erros que os seres humanos são capazes de
cometer, erramos igualzinho a todo mundo. Ou melhor, mãe erra mais, porque
tenta acertar mais, porque se cobra mais, porque coloca sobre seus ombros tudo
que acontece de errado na vida de seus filhos. E se bobear, na vida dos filhos
dos outros também...
“Mãe é sofrer no paraíso!”. “Filhos, melhor não tê-los”! Mas se não tê-los, como sabê-los??? E por aí vai...
A verdade é que, quando esse
bendito instinto maternal desperta, nenhum dito popular nos tira da cabeça e do
coração que, ser mãe é a melhor coisa do mundo! E é mesmo!
Melhor que ser
mãe, só mesmo ser avó, que nos faz sentir o prazer de ver nossos filhos serem pais
e nos permite sermos mães outra vez, em dose dupla, agora com menos
responsabilidade. Curtir a infância dos netos, já que não tivemos tempo para
curtir com os filhos, assim como eles não tem tempo agora para os seus. E a
vida é assim mesmo...
Mas, importante mesmo, é ser mãe
a toda hora. Mãe, debaixo do chuveiro, atendendo o filho que se sente carente
porque a namorada lhe deu um chute. Sai do chuveiro e pega no telefone pra
tomar as dores do filhão.
Mãe, que, como na canção do
Chico, não acredita que seu guri faça tanta coisa errada. Só está lá, estampado
no jornal, porque um dia disse que ia ser notícia, mas, “bandido, ele não é não!”
Ah! Nossos guris! Sempre
crianças, sempre pequenos, nunca cresceram pra nós. Seus olhos e braços sempre
nos pedindo carinho, e nosso colo sempre pronto e ansioso para aconchegá-los.
É claro que na confusão dos dias
de hoje, com tanta gente querendo nos ensinar a ser a mães perfeitas (ou pelo
menos a ideal), ser mãe moderna, sem deixar de ser todo o resto que é exigido
de nós mulheres, fica complicado...
“Ser a mãe amiga, sem ser a “amiguinha”, conquistar a confiança, sem
ser a “confidente”. Que eles se orgulhem da sua presença sem que você “caia no ridículo” de clonar os trajes
deles, e não os constranja com sua figura constante nos mesmos lugares que eles,
com os mesmos amigos, como se os perseguisse...
Ser mãe que dá certo (existe
isso?) só sendo moderna e antiquada, tudo ao mesmo tempo! É saber a hora certa,
certinha, de falar e de silenciar! De
dizer sim com firmeza, e não, com delicadeza e carinho. Depois, desfazer o bico
deles com beijinho!E depois que estão adultos, o jeito é deixar que eles
tomem sozinhos, suas próprias decisões, para não atrapalhar seu amadurecimento.
E aí, quando eles vão pra suas
casas , cheios de dúvidas e sofrimento (e que não nos cabe interceder), a gente
deita na nossa cama e chora... e chora. Como eles faziam, quando eram
adolescentes e sofriam de males que não podíamos remediar...
Ser mãe é amar aqueles que beijam
ou adoçam a boca de nossos filhos, enquanto os pais odeiam. As bocas das
filhas, principalmente! Só queremos que os façam felizes, nada mais.
É claro que temos certeza que as
mulheres que nossos meninos arrumam, nunca farão por eles o que sempre fizemos.
Bem que tentamos gostar delas, e até gostamos, se for estritamente necessário...
Convenhamos: Ser mãe é difícil!
Mas é doce. Inebria e ilumina a alma das mulheres. Pelo menos daquelas que se
entregam à deliciosa tarefa. Sem deixarem de ser mulheres, esposas, amigas, cidadãs
participativas, se antenarem ao mundo para poderem ser mães melhores.
Uma senhora, com seus setenta e
tantos anos me contou certa vez que sentia falta de sua falecida mãe... Ela tem
vários netos e bisnetos, mas sentia falta do colo da mãe!
Coração de mãe é assim! Os filhos,
nunca crescem! A mãe, nunca envelhece o suficiente para ter direito de
descansar ou os deixar! Na verdade, gostaríamos de ter a todos, sempre a nossa
volta, em nosso colo. Os cabelos sujos de terra dos filhos e os cabelos brancos
da mãe. Haveria coisa mais doce? Um colo grande, repleto, como todo coração de
mãe!
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